Daniel Teixeira|estadão
Daniel Teixeira|estadão

Cuca trabalha para controlar ansiedade de seus jogadores

Nos próximos dez dias, treinador vai reforçar ao elenco que o título ainda não está ganho, mesmo com vantagem na ponta

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2016 | 06h00

Faltando quatro rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, a missão do técnico Cuca é controlar a ansiedade de um grupo que abriu seis pontos de vantagem na liderança e está com mais de 91% de chances de conquistar o título. “Não é campeão. Se você não estiver preparado, passa vergonha. Toda hora o Tristão (Garcia, matemático) fala que temos 90% de chances. Eu não consigo ver isso.” 

A tática que o treinador do Palmeiras vai usar na reta final é manter a dúvida. “Passo para eles que é ótimo ter esse medinho. Temos o Atlético agora. Depois, uma sequência em casa com Botafogo e Chapecoense e podemos selar (o título), sem precisar do último jogo”, completou. 

A preparação na reta final será feita em São Paulo. A equipe viajará para Atibaia apenas depois da partida contra o Atlético Mineiro. “Vou trabalhar aqui. Temos uma condição de trabalho maravilhosa. Eu vou para Atibaia depois do jogo contra o Atlético.” 

Os jogadores voltam aos treinos amanhã. Ontem, o presidente Paulo Nobre participou da inauguração de um busto em homenagem ao ex-volante Dudu, que participou de dois esquadrões do Palmeiras em 1960 e 1970 – as chamadas Academias. Dudu recebeu o sexto busto do clube, depois de Marcos, Ademir da Guia, Oberdan Cattani, Valdemar Fiúme e Junqueira. 

Dudu só não tinha uma estátua porque enfrentou o Palmeiras quando atuava pela Ferroviária de Araraquara – a honraria era atribuída apenas aos grandes jogadores que nunca atuaram contra o Palmeiras. “Estou mais emocionado agora do que se tivesse que disputar um título. Não esperava tanta boniteza. Eu balancei”, disse Dudu exatamente no dia do seu 77.º aniversário.

PRESSÃO

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Arbitragem Esportiva do Rio de Janeiro, Marçal Mendes, afirmou que árbitros são pressionados pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para que não cometam erros em jogos do Palmeiras. Segundo ele, a pressão é feita porque o dirigente é conselheiro vitalício e sócio benemérito do Palmeiras. 

As afirmações foram feitas em audiência pública do Ministério Público do Trabalho, no Rio de Janeiro. O órgão ainda não se pronunciou sobre eventuais providências sobre as críticas de Mendes. Por meio de sua assessoria, o Palmeiras informou que não vai se posicionar. 

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