'Cumpri meu papel para o futebol espanhol', diz Del Bosque após deixar seleção

Treinador foi campeão do mundo e da Eurocopa com a equipe

Estadão Conteúdo

18 de julho de 2016 | 11h39

Depois de oito anos, o técnico Vicente del Bosque deixou o comando da seleção espanhola após o insucesso com a eliminação nas oitavas de final da última Eurocopa. Se o adeus não aconteceu da forma que ele esperava, a passagem do treinador pela equipe ficará marcada como a mais vitoriosa da história do país, com as conquistas da Copa do Mundo de 2010 e da Eurocopa de 2012.

"Minha passagem teve um pouco de tudo. Nós tivemos a oportunidade de vencer muitas coisas, mas também sofremos derrotas. Isso é o esporte. Mas eu saio com a consciência limpa e o sentimento de ter cumprido o meu papel para o futebol espanhol", declarou em entrevista publicada nesta segunda-feira no site da Fifa.

Del Bosque foi o comandante de uma geração vitoriosa, que ficou marcada pelo toque de bola e por nomes de peso como Casillas, Xavi e Iniesta. Mas nem só de vitórias foi feita a passagem do treinador no comando espanhol. Além da última participação na Eurocopa, ele comandou a seleção na decepcionante eliminação na primeira fase da Copa do Mundo de 2014, quando o país chegou como grande favorito e caiu em um grupo com Holanda, Chile e Austrália.

"Não tenho arrependimentos, honestamente. Não digo que saímos tendo alcançado todos os objetivos que traçamos, porque sabíamos que seria impossível e inalcançável. Vencer outra Copa do Mundo e outra Eurocopa seria virtualmente impossível. Saio com a sensação de não ter deixado nada para trás. Fomos capazes de continuar o grande trabalho herdado do Aragonés em 2008", comentou.

Del Bosque, aliás, não esconde a importância da herança deixada pelo seu antecessor, Luis Aragonés, para o sucesso de sua passagem. Morto em 2014, Aragonés foi o responsável por implantar o estilo de toque de bola na Espanha e transformou o já existente talento do país em um time vencedor, comandando-o na conquista da Eurocopa de 2008.

"Herdamos um estilo de jogo e um caminho que estava desenhado. Mas depois disso, cada técnico tem que guiar o time da própria maneira. Não há dois técnicos iguais, mas acho que no momento, em 2008, o caminho estava muito bem desenhado para nós. Agora também, acredito que estamos na direção certa", avaliou.

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