Henrique Campinha|Futura Press
Henrique Campinha|Futura Press

Curinga por onde passou, Cícero mostra face de artilheiro no São Paulo

Volante fez os três gols na vitória do São Paulo por 4 a 2 sobre o PSTC pela Copa do Brasil

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2017 | 10h21

Depois dos três gols que marcou na vitória do São Paulo sobre o PSTC por 4 a 2, Cícero fez questão de levar a bola do jogo para casa. Foi um presente para o filho Enzo, de quatro anos. "(Fazer três gols) é um feito difícil. Vou mostrar a bola para meu filho. Com a ajuda dos companheiros, pude sair feliz. ", afirmou o meia no final da partida.

A versatilidade que Cícero apresentou na partida da Copa do Brasil é uma constante em sua carreira. Ele sempre foi uma espécie de camaleão. O jogador de 32 anos chamou a atenção dos grandes clubes em 2006, quando atuava pelo Figueirense e formava o trio ofensivo formado também por Soares e Schwenk. Marcava, mas sabia finalizar com qualidade.

O Fluminense conseguiu contratá-lo para ser titular na campanha vitoriosa da Copa do Brasil de 2007 até a final da Copa Libertadores do ano seguinte, no qual o clube carioca foi vice-campeão. Aí foram os europeus que cresceram os olhos no jogador que já mostrava um futebol moderno para a época. "Sou volante. Tem uns três anos que estou jogando mais recuado. Por eu jogar mais para frente, me confundem como meia", explicou.

Na Alemanha, alternou altos e baixos. Foi bem no Hertha Berlin, clube que o contratou, mas teve poucas chances no Wolfsburg. Em 2011 chegou ao São Paulo para ser o substituto de Rivaldo. Foi titular com Emerson Leão, mas perdeu espaço com o técnico Ney Franco. A primeira passagem pelo clube foi decisiva para ganhar a admiração do então goleiro Rogério Ceni, hoje treinador do São Paulo.

"Cícero é um homem-chave em qualquer equipe. Foi no Fluminense, ano passado. Um jogador com 32 anos dá experiência, tem bom jogo aéreo, finaliza bem de fora da área. Não por hoje, mas pelos jogos que participou. Conseguimos sem custo de transferência. Ajuda os mais jovens, como Araruna. Se eu precisar, ele faz um segundo atacante. Pela amizade que temos ao longo do tempo, ele entende o que eu quero com ele", afirmou Ceni.

Em 2013, após se transferir para o Santos, chegou a ofuscar o argentino Montillo, contratação mais cara da história do clube. Fez três gols nas quatro primeiras partidas e mostrou ótimo entrosamento com Neymar. Foi na Vila Belmiro em que mostrou que era realmente artilheiro. Foi o segundo goleador da equipe no Campeonato Paulista de 2013, com 9 gols. Com a saída de Neymar para o Barcelona, o meia foi destaque no Campeonato Brasileiro de 2013 marcando 14 gols. No ano seguinte, Cícero foi o craque do Campeonato Paulista.

A passagem pelo Oriente Médio foi curta. Ficou apenas seis meses no Al-Gharafa e retornou ao Fluminense. Foi campeão da Primeira Liga. Em seu novo retorno ao São Paulo, Ceni afirma que pode utilizá-lo em quatro funções. "Fiquei muito feliz de ser em um momento com Rogério como treinador. É um nome que era viável no momento para resgatar essa confiança, autoestima. Eu saí do Rio para encontrar novos desafios. Estou muito feliz nessa volta", disse o meia.

 

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