Da desconfiança a um título incontestável

Seleção de Felipão venceu os cinco jogos, com direito a goleada na decisão contra os campeões do mundo

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2013 | 20h46

SÃO PAULO - O título brasileiro diante da Espanha coroou uma campanha praticamente irrepreensível da seleção na Copa das Confederações. Apesar da desconfiança do torcedor, o time de Felipão encerrou a competição com cinco vitórias nos cinco jogos disputados. Relembre a caminhada rumo ao título.

Mané Garrincha, Brasília - Brasil 3 a 0 Japão, 15 de junho

A seleção de Felipão estreou com uma vitória fácil diante do Japão. E muito dessa facilidade se deu graças a um gol de Neymar: o jogador, que não marcava havia nove partidas, abriu a contagem logo a 2min52s de jogo - foi o terceiro gol mais rápido da história da competição -, o que ajudou a tirar o famoso "peso da estreia". Paulinho ampliaria o marcador aos 2min do segundo tempo, enquanto Jô fecharia a contagem nos acréscimos, após grande passe de Oscar.

BRASIL - Julio Cesar; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Neymar (Lucas), Hulk (Hernanes) e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

JAPÃO - Kawashima; Uchida, Konno, Yoshida e Nagatomo; Hasebe, Endo (Hosogai), Kiyotake (Maeda), Honda (Inui) e Kagawa; Okazaki. Técnico: Alberto Zaccheroni.

Castelão, Fortaleza - Brasil 2 a 0 México, 19 de junho

Houve manifestação do lado de fora do estádio e faixas de protesto dentro dele. Mas também houve muito apoio do torcedor, que lotou o Castelão. O Brasil não chegou a empolgar em campo, mas Neymar foi decisivo: abriu o marcador aos 8min, e fez uma linda jogada antes de dar a assistência para Jô fechar o placar nos acréscimos.

BRASIL - Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk (Lucas), Neymar e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

MÉXICO - Corona; Flores (Herrera), Rodríguez, Moreno e Salcido; Torrado (Jimenez), Guardado, Torres (Barrera) e Giovani dos Santos; Mier e Chicharito Hernández. Técnico: José Manuel de la Torre.

Fonte Nova, Salvador - Brasil 4 a 2 Itália, 22 de junho

Foi o mais movimentado jogo da primeira fase no Grupo A, e valia a liderança. O Brasil jogava pelo empate, mas não abdicou de atacar. Dante fez 1 a 0 no fim do primeiro tempo, mas Giaccherini empatou nos primeiros minutos da etapa final. Neymar e Fred colocaram o Brasil novamente à frente, mas Chiellini descontou e deixou o jogo em aberto. A seleção brasileira só confirmaria a vitória aos 42min, mais uma vez com gol de Fred.

BRASIL - Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz (Dante) e Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes e Oscar; Hulk (Fernando), Neymar (Bernard) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ITÁLIA - Buffon; Abate (Maggio), Bonucci, Chiellini e De Sciglio; Candreva, Montolivo (Giaccherini), Marchisio, Aquilani e Diamanti (El Shaarawy); Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.

Mineirão, Belo Horizonte - Brasil 2 a 1 Uruguai, 26 de junho

A semifinal diante do Uruguai foi o jogo mais difícil do Brasil em sua caminhada à final. Tanto que muito da classificação passou pelas mãos do goleiro Júlio Cesar, que defendeu uma penalidade máxima cobrada por Diego Forlán aos 14min de jogo, quando a partida estava 0 a 0. O Brasil acabaria abrindo o marcador aos 40min do primeiro tempo, em chute desajeitado de Fred, mas Cavani aproveitaria erro de Thiago Silva nos minutos iniciais do segundo tempo para empatar. A classificação só seria confirmada aos 40min, quando Paulinho aproveitou escanteio e cabeceou para a rede de Muslera.

BRASIL - Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk (Bernard), Neymar (Dante) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

URUGUAI - Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín e Martín Cáceres; Arévalo, Álvaro González (Gargano) e Cristian Rodríguez; Diego Forlán, Luis Suárez e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez.

Maracanã, Rio - Brasil 3 a 0 Espanha, 30 de junho

Era o jogo mais aguardado dos últimos tempos. A final que todos queriam. A Espanha campeã do mundo e bicampeã europeia contra a mais famosa seleção do planeta. E o Brasil de Fred e Neymar foi à desforra. O atacante do Fluminense marcou duas vezes, enquanto que o agora atacante do Barcelona, da mesma Espanha, fez o seu. Sergio Ramos ainda perdeu um pênalti no segundo tempo, para delírio de 70 mil torcedores do Maracanã.

BRASIL - Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva e David Luiz; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Oscar; Hulk (Jadson), Neymar e Fred (Jô). Técnico - Luiz Felipe Scolari.

ESPANHA - Casillas; Arbeloa (Azpilicueta), Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Iniesta e Xavi; Mata (Jesus Navas), Pedro e Fernando Torres (David Villa). Técnico - Vicente Del Bosque.

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