FOTO JOSE PATRICIO/ESTADÃO
FOTO JOSE PATRICIO/ESTADÃO

Da iluminação aos vestiários, Morumbi tem mudanças orçadas em R$ 30 milhões

São Paulo negocia parcerias com empresas para ter custo zero em melhorias pontuais no seu estádio; veja valores

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 07h00

A série de mudanças na infraestrutura do estádio do Morumbi que o São Paulo planeja iniciar neste ano deve custar cerca de R$ 30 milhões. O clube tricolor negocia parcerias com empresas para tentar não tirar do próprio bolso estes valores apurados pelo Estado.

Refletores de LED, energia solar e telões: os planos do São Paulo para o Morumbi

Algumas das obras devem ser concluídas ainda neste ano, já que as negociações com os parceiros estão avançadas. É o caso da troca dos refletores do Morumbi, que passarão a ser de LED. O clube estima conseguir economizar 40% com a nova iluminação e já fez testes pontuais no estádio. O custo total para troca é de cerca de R$ 3 milhões e a diretoria tem negociação avançada com uma empresa sul-coreana para a realização da troca. Além da preocupação com os jogos, a melhoria da iluminação tem a ver com o São Paulo tentar evitar “perder” shows e outros eventos para as modernas arenas rivais, de Palmeiras e Corinthians.

Outra mudança prevista para ser iniciada neste ano é a reforma dos vestiários e do acesso dos times ao gramado, orçada em cerca de R$ 2 milhões. A Ambev patrocinará a reforma, que inclui a construção de um túnel central entre os dois atuais, que ligam os vestiários ao gramado. Desta forma, mandantes e visitantes passarão a subir juntos para o jogo. 

“Desde sua fundação, o Morumbi passou por uma série de modernizações”, explica o clube paulista, em nota. “As intervenções planejadas para ter início ainda neste ano apenas reforçam o compromisso em preservar e melhorar nossa casa para que ela siga sendo motivo de orgulho para todos os são-paulinos e também tragam benefícios ao clube.”

O São Paulo também tem projetos para os próximos anos, que totalizam cerca de R$ 25 milhões. Um deles é a instalação de telões no estádio, ideia ainda em fase embrionária, já que a novidade demanda também uma mudança em todo o sistema de multimídia do estádio, exigindo investimentos de cerca de R$ 15 milhões. Também sem pressa o clube se prepara para a possível instalação de placas para captação de energia solar em cima das fileiras mais externas das arquibancadas do estádio, que passariam a ser cobertas.

Em negociação avançada com uma empresa alemã de tecnologia, a intenção do São Paulo é ter sua própria usina de energia solar. A ideia é ter ao redor de todo o estádio coberturas com placas de 7m de largura para captar a energia que, além de ser utilizada no próprio estádio, poderá ser vendida. O valor para instalação pode chegar a R$ 10 milhões.

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