Dagoberto credita bom desempenho a Muricy Ramalho

Autor de três gols nos últimos quatro jogos, jogador revela que realiza treino extra para aprimorar fundamentos

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

28 de julho de 2008 | 18h37

O técnico Muricy Ramalho costuma dizer que sempre indica o caminho certo quando percebe que o jogador não rende por causa de algum problema. Basta ao atleta querer ou não seguir a indicação do treinador. Dagoberto é o mais novo exemplo disso no São Paulo. O atacante viu que teria de se dedicar mais para ter uma chance. E, agora, é sempre um dos primeiros a chegar aos treinos e, normalmente, o último a sair. "É uma coisa boa pra mim." Veja também: Muricy conta com revelações para reforçar o São Paulo Dagoberto está lembrando até Lugano. Quando chegou ao São Paulo, o uruguaio, sem muita chance e sob desconfiança do técnico Oswaldo de Oliveira, decidiu trabalhar sozinho. Ficava em um campo secundário do CT da Barra Funda utilizando um paredão. "Vou te falar que ajuda muito. Você chuta a bola no paredão e ela volta toda torta, você precisa corrigir. No jogo acontece o mesmo", conta Dagoberto, que também intensificou os treinamentos de finalização. "É outra coisa que estou fazendo mais. Fico após o treino chutando a gol." O desempenho em campo, claro, melhorou. Dagoberto fez três gols nos últimos quatro jogos. E ainda teve um gol anulado contra o Internacional. "Minha meta é marcar pelo menos 12 gols no Brasileiro.", avisa.Segundo ele, não foi apenas sua mudança de postura que trouxe o bom futebol de volta. O posicionamento no campo também mudou. "O Muricy pedia para eu voltar muito na marcação. Aí, quando eu tinha chance de fazer uma jogada, estava cansado. Agora, ele me dá oportunidade de só recompor o espaço, para estar descansado e ajudar meus companheiros." Tanto que, além dos gols, Dagoberto tem se destacado também com assistências. Na vitória sobre a Portuguesa por 3 a 1, foi dele o cruzamento para o gol de cabeça de Hugo e o passe para Éder Luís chutar da entrada da área e definir o placar. "Entra naquilo que eu falei. Descansado, eu consigo participar mais do jogo." A boa fase fez Dagoberto cutucar até o Imperador Adriano. Segundo o atacante, era fácil o para ex-companheiro se destacar. "Com ele em campo, nós criamos um vício de jogar a bola sempre nele. O Adriano tinha seis, sete oportunidades claras por jogo. Aí fica mais fácil marcar gols, se destacar. A gente só tinha uma no máximo. Agora é bem diferente." E Dagoberto não quer nem saber de voltar novamente para o banco. Sabe que é complicado. "Nunca tinha ficado na reserva na minha vida. Foram momentos difíceis, em que vem muita coisa na sua cabeça, mas trabalhei de forma honesta e tranqüila. Vou continuar me dedicando para não sair mais." A força de vontade ele retira de Thayna, sua filha. "Ela me ajudou muito. A família sempre é importante nestes momentos."

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