Jeferson Guareze?Futura Press
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D'Alessandro vê erro de Fabrício, mas fará 'de tudo para ele ficar'

'É um cara que se doa ao máximo', afirma jogador argentino

Estadão Conteúdo

02 de abril de 2015 | 19h38

A impulsiva revolta de Fabrício com a torcida do Internacional na última quarta-feira irritou os colorados e a diretoria do clube, mas não impediu que os companheiros ficassem ao lado do jogador. Principal líder do elenco, D'Alessandro veio a público nesta quinta para falar do assunto, admitiu o erro do lateral, mas o defendeu e prometeu fazer o possível para que ele permaneça no clube.

"Nós faremos de tudo para que ele fique, gostamos muito dele. É um cara que se doa ao máximo, muitas vezes jogou machucado e nós sabemos o que ele significa. É um cara que não atrapalha, não se atrasa. Queremos cuidar dele como pessoa. Vamos esperar, não podemos decidir nada. Só podemos fazer esse pedido para diretoria, mas quem vai decidir é o clube e o presidente", declarou.

Aos 18 minutos do segundo tempo diante do Ypiranga, Fabrício atrasou um contra-ataque do Inter e foi vaiado pela torcida. Revoltado, abandonou a jogada e passou a fazer gestos obscenos para as arquibancadas. Acabou expulso, o que só aumentou sua ira. O lateral tirou a camisa do Inter, a atirou no gramado e precisou ser contido pelos colegas para sair de campo. A caminho dos vestiários ainda garantiu: "Vou embora dessa m...".

"Não tem muita coisa para falar. Não temos como justificar o que aconteceu. Todos sabemos que ele tem uma personalidade muito forte. Ele foi infeliz, tem o seu pensamento, mas o que nós podemos falar hoje é que não temos como justificar. Ele sabe que errou, é um cara experiente, rodado, um cara que sabe quando erra. Está consciente do que aconteceu", disse o argentino.

A revolta pode custar caro para Fabrício, que além de ter sido afastado pela diretoria do Inter ainda pode ser suspenso pelos tribunais pelas ofensas proferidas. D''Alessandro não tirou a responsabilidade do colega, mas também fez críticas ao comportamento da torcida na vitória por 1 a 0 sobre o Ypiranga.

"Ele tem muita culpa do que aconteceu, mas eu sempre bato na mesma tecla: o torcedor tem que apoiar os 90 minutos, não vaiar. Uma coisa que está acontecendo agora é vaiarem o jogador quando passa a escalação no telão. Isso gera uma energia negativa. Não é positivo para nosso clube, para a torcida e para nosso grupo", comentou.

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