Gilvan de Souza/ Flamengo
Gilvan de Souza/ Flamengo

Damião evita concorrência e diz que pode atuar ao lado de Guerrero

'Tem que pensar em prol do grupo, em prol do Flamengo', disse o novo reforço da equipe

Estadão Conteúdo

14 de julho de 2016 | 17h44

Oficializado como reforço nesta quinta-feira, o atacante Leandro Damião também foi apresentado no Flamengo e, na entrevista coletiva que concedeu, falou em dar a volta por cima na carreira e tratou de argumentar que é possível atuar ao lado de Guerrero no setor ofensivo rubro-negro.

"Já vi isso (atuar com dois centroavantes) no futebol brasileiro, no europeu. O Wolfsburg, da Alemanha, foi campeão com Dzeko e Grafite. Os dois faziam gols. Tudo se adapta. Tem que pensar em prol do grupo, em prol do Flamengo. Se o treinador optar por jogar assim... Estou aqui para ajudar", comentou.

Como Guerrero já veste a camisa 9, Damião optou pelo número 18 e explicou que seria o 1 + 8. A ideia de usar essa numeração foi inspirada no ex-jogador Ivan Zamorano. Em 1998, quando acertou com a Inter de Milão, Ronaldo era o camisa 9 e o centroavante chileno teve essa ideia.

Sem clube desde o término da temporada europeia, quando defendeu o Betis, o Damião disse que treinou por conta própria e está bem fisicamente. "Estou no ápice da minha forma física, vinha treinando muito bem. Espero voltar aos trilhos junto com o Flamengo, que formou esse grande elenco, com pensamento de títulos", ressaltou.

Para ganhar a simpatia dos torcedores flamenguistas, o centroavante informou que foi batizado em homenagem ao lateral-direito Leandro, ídolo do Flamengo na década de 1980. "Era para me chamar Cosme Damião. Mas tinha o Leandro, o lateral, esse grande jogador, que meu pai admirava. Não sabia disso, meu pai que me contou recentemente, todo emocionando. Agora estou aqui no Flamengo. Lá atrás, quando nasci, meu pai já tinha pensado nisso", revelou.

Damião teve ótimo início de carreira pelo Internacional, sendo campeão da Libertadores de 2010 e da Recopa Sul-Americana em 2011. E seu faro de gol o levou a ser convocado para a Olimpíada de Londres, em 2012, quando foi o artilheiro da competição e faturou a medalha de prata.

Em 2014, em uma transação milionária, se transferiu ao Santos, mas não conseguiu brilhar. Depois, teve passagem irregular pelo Cruzeiro e apagada pelo espanhol Betis. Agora está de volta ao futebol brasileiro para defender o Flamengo.

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