Dan Stulbach
Dan Stulbach

Dan Stulbach e Branco Mello falam sobre relação com o clássico

Celebridades dão seus depoimentos sobre o Dérbi entre Palmeiras e Corinthians, que decide o Paulistão

O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2018 | 07h00

Dan Stulbach, ator, apresentador e corintiano

"Estive presente em dérbis memoráveis​"

“Hoje, o maior rival do Corinthians é o Palmeiras, sem dúvida. E tive a oportunidade de estar presente em dérbis memoráveis na época que ainda podia ir em clássico mesmo sendo na casa do rival, lembra? Era muito bom ir nesses jogos. Mais do que ganhar, você aprendia a perder, aprendia a ouvir a gozação do adversário e saber que amanhã, era você que podia tirar sarro dele. Era algo muito simbólico, assim como esse clássico, que pode ser o embate do ano.

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Torcer para o Corinthians é ter dois times: o Corinthians e o time contra o Palmeiras.

Enfrentar o Palmeiras é algo marcante na minha vida. A maior derrota, sem dúvida, foi na Libertadores de 2000. Eu estava lá e não esqueço da cena do Galeano, de joelho, agradecendo... E o Marcelinho, o pênalti... Estive também no jogo da embaixadinha do Edilson (1999), no gol do Viola (1993), que ele comemorou imitando um porco.

Hoje o Palmeiras tem um time mais forte. O Corinthians tem uma dificuldade de achar que ainda joga com o Jô... A viuvez do Jô é algo complicado. Acredito que a postura do time será outra nesse jogo. A gente tem um técnico bom, que sempre surpreende e teve uma semana livre para trabalhar. Do outro lado, tem um técnico que eu adoro, que é o Roger, a quem conheci pessoalmente. Mas creio que não está nada resolvido.

O pior é que eu tenho uma peça de teatro justo neste domingo, às 18 horas! Se for para os pênaltis, peço desculpas para todo mundo, mas vou atrasar. Ou até posso assistir aos pênaltis no palco. Imagina, que loucura ser campeão com todo mundo acompanhando.”

Branco Mello, vocalista dos Titãs, palmeirense

"É o maior clássico do futebol brasileiro"

“Foram muitos clássicos marcantes na história entre Palmeiras e Corinthians que eu acompanhei, mas, para mim, o mais importante de toda essa trajetória foi um disputado em 1993, na final do Campeonato Paulista. Foi o ano em que o Palmeiras saiu de uma grande fila, de muitos anos seguidos (17) sem ganhar um título sequer.

A equipe era forte e conseguiu vencer o rival na grande final por 4 a 0, no estádio do Morumbi, levando o título estadual daquele ano. Lembro que os gols foram do Zinho, do Edilson e mais outros dois do Evair. Vitória por três a zero no tempo normal e depois mais um gol na prorrogação, para fechar o placar.

Na minha opinião, o encontro entre as duas equipes se traduz no maior clássico do futebol brasileiro. Não há comparação com qualquer outra partida ou rivalidade que possa existir por aqui em nosso País. Este é, para mim, o maior significado de qualquer Palmeiras x Corinthians, o de ser o maior clássico do futebol nacional.

O grande ídolo que tenho quando se trata desse clássico com o Corinthians é, com certeza, o Ademir da Guia. Ele foi um verdadeiro craque, sempre decisivo e capaz de desequilibrar os jogos. O comandante da Academia de Futebol na década de 1970 sempre jogava esses dérbis com grande maestria e muito talento.

Quando esses dois grandes times do futebol brasileiro se encontram não se tem favorito. Em um Palmeiras e Corinthians sempre tudo pode acontecer. Por isso, não vejo o Palmeiras como favorito para a essa decisão com o Corinthians.”

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