Danelon entra em contradição na FPF

O ex-árbitro Paulo José Danelon afirma agora que também não manipulou nenhum jogo, assim como tenta convencer a opinião pública o ex-juiz Edilson Pereira de Carvalho. Em depoimento nesta segunda-feira na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), Danelon reafirmou, como havia dito à Polícia Federal, que recebeu sim por três partidas do Estadual ? R$ 10 mil por jogo ? porém, entrou em contradição ao dizer que ficou apenas torcendo para que os resultados indicados pela Máfia do Apito saíssem. ?Juro não ter ajudado nenhum time?, garantiu.Danelon deveria ter ajudado o Corinthians contra a Ponte Preta e o time do Parque São Jorge venceu: 3 a 0. Em Guarani 1 x 1 Atlético Sorocaba, Nagib Fayad, chefe da quadrilha que coordenava o esquema de manipulação, orientou-o a obter ou o empate ou a vitória do Sorocaba. A Portuguesa Santista perdeu por 1 a 0 para o União São João, em duelo em que a equipe de Araras teria de ganhar.Durou cerca de duas horas a conversa de Danelon com os integrantes da Comissão de Inquérito montada pela FPF para avaliar as 22 partidas apitadas por ele e Edilson Pereira no Campeonato Paulista/2005. Além dos três confrontos suspeitos de Danelon, dois apitados por Edilson Pereira são observados com mais atenção: América 4 x 1 Palmeiras e Guarani 0 x 2 Corinthians, ambos com resultados que bateram com as aspirações da Máfia. Para falar sobre o primeiro jogo, o goleiro palmeirense Sérgio, convidado nesta segunda, vai nesta terça à sede da FPF.O chefe da comissão, Osvaldo Nico Gonçalves, se disse impressionado com a desfaçatez de Danelon. ?Para a PF disse uma coisa, para gente disse outra completamente diferente. Como pode?? Até sexta-feira Nico Gonçalves deve entregar ao Tribunal de Justiça Desportiva da FPF o relatório no qual se analisará se houve ou não ?contaminação? em partidas do Estadual.

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