Érico Leonan/São Paulo
Érico Leonan/São Paulo

Daniel Alves desabafa sobre política no São Paulo e pede estabilidade

Jogador lamenta a disputa por poder no clube e espera que as coisas entrem nos eixos para focar em conquistas

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2019 | 04h49

Daniel Alves chegou em agosto ao São Paulo. E já vem sentindo na pele a disputa política por poder dentro do clube. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, que manteve a distância de quatro pontos para o sétimo colocado Corinthians no Campeonato Brasileiro, o jogador lamentou a guerra nos bastidores do Morumbi e disse que o elenco precisa de estabilidade para poder render.

"A sensação que tenho no São Paulo é de que existem vários partidos aqui dentro. Um clube com vários partidos é um problema, porque não gera estabilidade. Nem todo mundo no São Paulo quer a mesma coisa. Nós queremos uma coisa só, mas o entorno é muito pessimista. Quem está fora quer entrar e às vezes joga um pouco sujo, porque acredito que para um clube ter estabilidade todos precisam pensar no mesmo sentido. Cada um fazendo campanha para assumir o São Paulo e tentando derrubar os que estão à frente", desabafou o lateral, assumindo pela primeira vez sua condição de capitão mesmo sem a braçadeira.

O jogador ajudou o time a permanecer no G-6 do Brasileiro nesta rodada. A posição garante vaga direta para a fase de grupos da Copa Libertadores do próximo ano. Para Daniel Alves, seria importante que o São Paulo tivesse uma calmaria no ambiente político para que isso não afetasse o rendimento dos atletas dentro de campo.

"A gente quer estabilidade dentro do clube, para mudar essa história, essa negatividade que tem há anos. Um clube grande como o São Paulo não pode estar esse tempo todo sem ganhar títulos, tem de aspirar coisas positivas, voltar a ser do tamanho da grandeza do São Paulo. Mas isso só vai acontecer se a gente tiver estabilidade, oportunidade de escrever uma história. Não é fácil para mim nem para ninguém", desabafou.

O São Paulo não ganha títulos desde 2012, quando festejou a Sul-Americana naquele ano. "Estava falando até com alguns companheiros... Em um ano, eles tiveram quatro treinadores. É impossível criar uma filosofia assim, uma identidade. Eu nunca vi ninguém fazer nada em quatro meses. É um processo que você tem de viver. E se você pagar o preço, você vai aspirar coisas. Se não consegue, vai ficar oscilando e o clube vai passar mais alguns anos sem conquistar nada", disse.

Nesta temporada, o São Paulo foi sendo eliminado das competições uma a uma. Não ganhou nada de novo. E agora, após a chegada de Fernando Diniz, tenta se manter entre os quatro brasileiros que entram diretamente na fase de grupos da Libertadpres pela classificação do Nacional.

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