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Daniel Alves diz que falta de torneios atrapalha seleção brasileira

Lateral reconhece má fase da equipe, que segundo ele, sofre pela falta de experiência

Agência Estado,

18 de fevereiro de 2013 | 15h57

BARCELONA - O lateral-direito Daniel Alves reconhece que a seleção brasileira não é mais uma das melhores do mundo. Para ele, a falta de competições, como as Eliminatórias Sul-Americanas, que a equipe não disputa por sediar a próxima edição da Copa do Mundo, atrapalham a evolução. Além disso, a juventude de jogadores como o atacante Neymar e o meia Oscar levam o Brasil a oscilar. Por isso, de acordo com o jogador do Barcelona, a Copa das Confederações, em junho, será fundamental para a consolidação da equipe.

"Temos uma seleção que, por não competir, não vem podendo evoluir. Contamos também com jogadores muito jovens que atravessam um processo muito rápido e importante, e são eles que vão nos defender na Copa do Mundo. A ideia é aproveitar a Copa das Confederações para afirmar uma equipe e competir como tal. Ainda falta um ano e meio para a Copa do Mundo. Nesse tempo, precisamos fazer a equipe se encontrar de qualquer maneira", disse, em entrevista ao site oficial da Fifa.

Daniel Alves lembrou que por ser o país-sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil terá uma responsabilidade extra de não fazer uma campanha ruim em casa. "O Mundial não vai deixar de ser jogado se não nos encontrarmos. Com o que temos, precisamos ser responsáveis por todo um país. Queira ou não, é um peso, uma responsabilidade. O importante é que cada um olhe para si mesmo e saiba o quanto é importante defender esta camisa", afirmou.

A seleção brasileira trocou de técnico em novembro de 2012, com a demissão de Mano Menezes e a chegada de Luiz Felipe Scolari, que fez a sua estreia no amistoso contra a Inglaterra, no início do mês, em Wembley, vencido pelos mandantes por 2 a 1. Apesar do tropeço, Daniel Alves acredita que a chegada de Felipão fortalece a equipe, que passará a ser mais respeitada pelos adversários, principalmente por causa do currículo vitorioso do treinador, que venceu a Copa do Mundo de 2002.

"Esperamos que sirva para encontrar um ponto de equilíbrio, para que voltem a nos respeitar como seleção pelos jogadores e pela história que temos. Quem foi escolhido foi o último campeão do mundo, e isso quer dizer muitíssimo e exige respeito. Ganhar qualquer competição é difícil, ele conseguiu, e tomara que venha para contribuir com esse ponto de equilíbrio que talvez nos tenha faltado", comentou.

Atualmente, a seleção brasileira está apenas em 18º lugar no ranking da Fifa, a sua pior posição na história da lista. A equipe volta a entrar em campo em março, quando disputará amistosos contra a Itália, no dia 21, em Genebra, e contra a Rússia, no dia 25, em Londres.

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