Silvia Izquierdo/AP
Silvia Izquierdo/AP

Daniel Alves reconquista o seu espaço na seleção

Bastou um jogo para o lateral garantir vaga como titular

Almir Leite e Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 07h00

Com apenas uma partida depois de voltar à seleção brasileira, o lateral Daniel Alves parece já ter reconquistado a confiança de Dunga. Convocado às pressas depois do corte de Danilo por contusão, o jogador do Barcelona fez belo cruzamento para o primeiro gol do Brasil na vitória de virada sobre o Peru e ainda fechou bem os espaços na hora de defender. Dificilmente ele sairá da equipe para a partida contra a Colômbia - Fabinho, do Monaco, deve continuar como opção no banco.

‘A qualidade do Daniel nós já conhecíamos, tanto que ele chegou e o colocamos para jogar. Ele tem velocidade, dinâmica, experiência, está mais maduro. É um jogador versátil, que pode jogar em mais de uma posição”, disse Dunga. 

Nome fixo nas convocações de Dunga, Danilo sentiu uma lesão no tornozelo direito após uma entrada dura de Güemez no amistoso contra o México. Ele ficou fora do amistoso contra Honduras e acabou sendo cortado. Daniel Alves, que ainda não havia sido chamado nenhuma vez desde o retorno de Dunga à seleção, apresentou-se na quinta-feira. “Ele tem experiência. Com praticamente dois dias de treinamento jogou como todos nós vimos. Deu um passe para gol, participou da parte defensiva, ofensiva... Você tem de ter equilíbrio nessas duas situações”, elogiou o treinador. 

Até Neymar celebrou o entrosamento com Daniel Alves - os dois atuam juntos no Barcelona. “A parceria funcionou no primeiro gol e quase saiu outro da mesma forma. No próximo jogo vamos conseguir fazer mais.” 

Daniel Alves tem longa história na seleção. São 81 jogos, desde outubro de 2006. Na Copa América de 2007, o primeiro título de Dunga como treinador, ele foi escalado no meio da competição e fez parte do time campeão. Após a vitória sobre o Peru, afirmou que não existem mais favoritos fora de campo. “Os rivais sempre são favoritos dentro de campo, quando propõem o jogo diferente. Mas importante também é a gente centrar nossas energias e as nossas forças no nosso trabalho.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.