Daniel não quer erguer taça sozinho

Conquistar um título é um momento especial para todas as pessoas envolvidas com o time. No entanto, para o capitão da equipe, a vitória em uma decisão representa ainda mais. Certos momentos só quem carrega a braçadeira pode protagonizar. O auge é o recebimento da taça que, mais do que o valor material, carrega toda a representatividade do esforço feito durante o campeonato. O exemplo mais recente da peculiaridade dessa situação foi Cafu. O lateral-direito da seleção herdou o ?cargo? de Emerson e entrou para a história ao erguer o troféu do pentacampeonato mundial. No entanto, se depender do zagueiro Daniel, essa tradição não vai se manter amanhã à noite. Mesmo sem saber se vai ser campeão da Libertadores, o capitão do São Caetano já adiantou: não vai seguir o ritual da premiação. "Olha, já vou dizer que, se formos campeões, não vou receber a taça sozinho", afirmou. "Quero arrastar o time inteiro comigo, naquele palco que eles fazem para a cerimônia." E o argumento é simples. Para o zagueiro, ninguém chega a uma conquista dessas sem um trabalho de conjunto eficiente. A atitude reflete um dos aspectos que mais caracterizam a equipe de Jair Picerni e apontado pelo próprio treinador como um dos seus ?segredos?. "O São Caetano é um time solidário. Em outros lugares, se o companheiro perde a bola, o outro fica só assistindo. Aqui todo mundo se ajuda", explicou o capitão. "Então, se chegarmos lá (ao título), vamos agir da mesma maneira." História - E uma eventual premiação deixaria Daniel e o clube na mesma situação. Para ambos, seria o ponto alto de suas respectivas histórias. Aos 29 anos, o zagueiro tinha uma convocação para a seleção brasileira como o ponto alto de sua carreira, além de passagens por equipes como Santos e Verdy Kawasaki (Japão). "Mas este ano a confiança está maior e vamos vencer aqui no São Caetano", disse.

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