David Beckham já fala em permanecer no Milan

'Jogar no Milan é o sonho de todo atleta, mas não é fácil tomar uma decisão, leva tempo para pensar'

AE-AP, Agencia Estado

28 de janeiro de 2009 | 11h31

David Beckham está gostando tanto de sua experiência no Milan que já fala em permanecer no clube depois do fim de seu contrato, que vence em 8 de março - quando ele deve se apresentar para sua segunda temporada no Los Angeles Galaxy, com quem tem acordo até o fim de 2012. O meia inglês, no entanto, diz que ainda é cedo para discutir o assunto. Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão "Jogar no Milan é o sonho de todo atleta, mas não é fácil tomar uma decisão, é um assunto que leva tempo para pensar", afirmou o jogador, que marcou no domingo, nos 4 a 1 sobre o Bologna, seu primeiro gol pelo clube. "Tenho contrato e muito respeito pelo Galaxy, mas a chance de jogar no Milan é algo especial", declarou, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.Beckham comparou o Milan ao Manchester United, clube que o lançou para o futebol. "Ele tem aquela tradição que somente os grandes têm, uma atmosfera muito particular, dos campos de treino até o estádio." No ano passado, Beckham deixou o Real Madrid, onde estava desde 2003, seduzido por uma proposta do Galaxy que previa cinco anos de contrato e salários de até US$ 50 milhões por temporada, incluídos os contratos publicitários.Mas, como a temporada norte-americana só começa em abril, Beckham decidiu acertar um acordo temporário com o Milan para se manter em atividade e voltar a ser convocado pelo técnico Fabio Capello para a seleção inglesa. Capello, que já treinou o Milan, estará no San Siro nesta quarta-feira para assistir ao jogo do Milan contra o Genoa, no qual Beckham deve mais uma vez ser titular.Em meio às declarações de amor ao Milan, no entanto, Beckham fez questão de elogiar o trabalho dos responsáveis pelo futebol nos Estados Unidos, mas admitiu que não encontrou lá tudo o que esperava. "Os norte-americanos estão fazendo de tudo para melhorar o nível do seu futebol, mas tenho de admitir que, depois de jogar na Europa, às vezes é frustrante atuar em algumas partidas", concluiu.

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