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David Neres destaca equilíbrio em grupo do Ajax: ‘Todos podem avançar'

Atacante, que começou no São Paulo, acredita na força e tradição do time holandês na primeira fase da competição

Entrevista com

David Neres, atacante do Ajax

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2018 | 05h00

Destaque do Ajax, o atacante David Neres, de 21 anos, também é uma das esperanças do time holandês em voltar a figurar entre os grandes da Europa. Para isso, ir bem na Liga dos Campeões é fundamental. 

Em entrevista ao Estado, o ex-jogador do São Paulo comenta o que espera da competição e admite que um de seus objetivos é conseguir se destacar mais uma vez na temporada para chamar atenção de Tite e ter sua primeira oportunidade na seleção brasileira.

Qual é sua expectativa para a disputa da Liga dos Campeões?

A expectativa é muito grande. Vamos disputar uma das maiores competições do futebol do mundo e espero que a gente consiga ter um grande desempenho, mas sabemos que todos os jogos serão extremamente complicados. Precisaremos de muita força e concentração para conseguir ir longe. 

Muita gente aponta o grupo E como um dos mais equilibrados. Concorda que a chance de vocês é o mais complicada mesmo?

Sem dúvida é um grupo extremamente difícil. Aliás, na Liga não tem partida fácil. Estamos em uma chave na qual todos os times têm totais condições de avançar. Por isso, acredito que serão grandes jogos e faremos o melhor para seguir à diante. O nosso maior objetivo é conseguir avançar de fase, mas é algo que todos do grupo querem e acreditam que possam conseguir. Além do Ajax, tem o Bayern, Benfica e AEK. 

O Ajax começou bem a temporada (foram duas derrotas em 14 jogos). Como acha que isso pode ajudar o time na Liga?

O importante é fazer boas partidas. Se a gente vencer e ver o time jogar bem, isso dá confiança ao elenco e mostra que estamos no caminho certo. Porém, sabemos que é preciso manter e até aumentar o nível de competitividade para conseguir ir adiante na Liga dos Campeões. 

O Ajax estreia contra o AEK, time que é, teoricamente, o mais fraco dos quatro. É melhor ou pior iniciar contra eles?

Acredito que não tem adversário mais fraco nesta competição. Da mesma forma que chegamos aqui, o AEK também chegou e merece ser respeitado. Então não podemos desprezar nem achar que o outro time é inferior a nós. Temos de entrar em campo com a mesma intensidade de sempre e lembrando que o grupo é um dos mais forte, logo, todos têm condições de avançar. 

Você vive um grande momento com a camisa do Ajax. Como acha que um bom desempenho na Liga dos Campeões pode te ajudar em relação ao crescimento no futebol europeu? 

A temporada passada foi muito especial para mim e espero que essa também seja. Primeiramente, sempre penso no Ajax, em como posso ajudar com meu futebol. Aliás, o time também pensa assim. O ambiente é bom e isso ajuda. Estamos bastante motivados.

E seleção brasileira? É algo que pode acontecer de acordo com seu desempenho?

Se o time vai bem, é consequência o jogador se destacar, então, é com esse pensamento que entro em campo. Se eu conseguir render e ajudar o Ajax, o futebol também cresce e daí pode vir uma chance de seleção brasileira, que é um grande sonho. É claro que é algo que eu quero, mas o foco principal é ajudar o Ajax a conseguir coisas boas.

O Ajax não ganha a Liga dos Campeões desde 1995. Esse jejum de títulos é motivo de pressão da torcida na Holanda?

Creio que não. O desejo este ano é de que a gente consiga algo grande com o clube. A gente tem ser cobrado em relação a isso e a torcida tem entendido e tem nos apoiado bastante. Há uma boa relação.

 

 

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