Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

De gás de pimenta a bananas, as polêmicas entre Palmeiras e São Paulo

Os rivais paulistanos colecionam histórias inusitadas na véspera de mais uma decisão entre os dois no Paulistão

Felipe Laurence, Especial para O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2019 | 14h27

Palmeiras e São Paulo se enfrentam neste domingo, às 16h, no Allianz Parque, para decidir quem será o primeiro finalista do Campeonato Paulista deste ano. Como o jogo de ida terminou com o placar de 0 a 0 no Pacaembu, o confronto chega aberto para esta decisão do Choque-Rei. Esse será o primeiro confronto no estádio palmeirense entre os dois times, no mata-mata do estadual, desde 2008, um clássico que foi marcado por polêmicas.

Naquele ano, Palmeiras e São Paulo foram dois dos times com melhor desempenho no Paulistão. A equipe alviverde comandada por Vanderlei Luxemburgo contava com nomes de peso como Valdivia, Diego Souza, Marcos e Kléber Gladiador. Já o São Paulo tinha Muricy Ramalho como técnico, vinham do bicampeonato brasileiro consecutivo e contavam com Adriano, principal contratação do futebol brasileiro naquele ano, que veio por empréstimo da Inter de Milão.

Mas o clássico da semifinal de 2008, realizado no antigo estádio Palestra Itália, não é lembrado por conta dos jogadores em campo e sim por um episódio que aconteceu no intervalo daquela partida: o gás de pimenta que invadiu o vestiário são-paulino e até hoje não é explicado direito quem e porquê fizeram isso. O Palmeiras estava vencendo por 1 a 0 até aquele momento e, após o episódio, encontrou um São Paulo desestabilizado, o que facilitou a vida para o time de Vanderlei Luxemburgo, que acabou conseguindo a classificação para a final e saiu com o título estadual nas semanas seguintes.

Desde então o Choque-Rei acumula mais polêmicas entre os dois times, principalmente fora de campo. Em 2014, o então presidente são-paulino Carlos Miguel Aidar, chegou para uma coletiva de imprensa comendo bananas e deu a declaração que o Palmeiras estava “se apequenando” ao reclamar de como o time negociou com o atacante Alan Kardec.

Os dois times também bateram cabeça nas contratações de jogadores badalados como Dudu e Gustavo Scarpa, que acabaram indo para o Palmeiras após negociarem com o São Paulo e acirraram a rivalidade entre os dois times por conta do “chapéu” nas negociações. O São Paulo deu o troco em 2019, quando o atacante Alexandre Pato acertou com o tricolor paulista após negociar com o Palmeiras.

Chapéus também aconteceram dentro dos campos, com o Palmeiras colecionando três gols de cobertura sobre o São Paulo desde 2015. Dois deles, em 2015 e 2016, foram feitos pelo meia Robinho — hoje no Cruzeiro — em cima de Rogério Ceni. Em 2017 foi a vez de Dudu fazer um gol de cobertura em cima de Dênis.  

O São Paulo vai tentar um feito inédito na semifinal deste ano: vencer o Palmeiras pela primeira vez no Allianz Parque. Desde a inauguração do estádio em 2014, são sete vitórias consecutivas do time da casa, que marcou 21 gols e sofreu apenas quatro. Apesar disso, o tricolor leva vantagem nos confrontos eliminatórios neste século: conseguiu eliminar o rival quatro vezes nas últimas cinco vezes que se enfrentaram desde 2001.

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