De nada adiantou a ótima atuação de Lehmann

Perfeito nas saídas de gol, excelente ao repor a bola em campo e autor de pelo menos uma grande defesa na semifinal. Ainda assim, derrotado. O camisa 1 da equipe da Alemanha, Jens Lehmann, sofreu nesta terça-feira com a desclassificação talvez até mais que o grupo de companheiros. Depois de defender dois pênaltis argentinos na disputa das quartas-de-final, começava a acreditar que essa poderia ser a sua Copa. ?Confio bastante nele e sei que ele passa uma enorme confiança para nosso time. Está entre os melhores do mundo, com certeza?, já havia elogiado o técnico Jürgen Klinsmann, dias antes da partida contra a Itália. Lehmann assumiu o gol alemão sob o olhar cético de todo o país. Nem tanto por seu talento como goleiro do Arsenal, mas por substituir o ídolo do Bayern de Munique e da Alemanha, Oliver Kahn. No último Mundial, em 2002, no qual os alemães ficaram com o vice-campeonato após serem derrotados na final pelo Brasil, por 2 a 0, o camisa 1 da equipe foi eleito o melhor jogador de todo o torneio. A história poderia se repetir, mas, com os dois gols italianos no final do segundo tempo da prorrogação, as chances ficaram bastante reduzidas. Após o apito final, ficou pelo menos um minuto sozinho na área, de cabeça baixa. A relação de Kahn, 37 anos, e Lehmann, 36, melhorou bastante durante a competição. Os dois não se falavam nos treinamentos, não se suportavam. Porém, no momento em que o goleiro se preparava para os pênaltis contra a Argentina, recebeu um abraço de incentivo do agora reserva. Uma reconciliação que vem bem a calhar no último Mundiais dos dois. A aposta arriscada de Klinsmann fez bonito durante as seis partidas dos anfitriões no torneio. Além de sua qualidade técnica, Lehmann soube usar a experiência que adquiriu para ajudar os mais jovens do grupo. ?Disputei várias competições pela Alemanha e sei da minha importância no grupo. Precisamos fazer com que esses garotos fiquem tranqüilos em campo, porque sabem jogar e temos uma grande seleção?, disse o goleiro, numa de suas poucas declarações.

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