Henry Romero/Reuters
Henry Romero/Reuters

De obesidade a hepatite e overdose, veja os problemas de saúde de Maradona

Ex-jogador argentino tem histórico delicado de doenças e de luta contra a dependência química

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 17h41

Os cuidados dos médicos argentinos com o ex-meia Diego Maradona nos últimos dias são o mais novo capítulo de um longo histórico de problemas de saúde enfrentados pelo ídolo. Enquanto aguarda para ser submetido a uma cirurgia para se recuperar de hematomas no cerébro, o atual técnico do Gimnasia La Plata tem uma série de passagens de emergência por hospitais, seja por overdose ou por hepatite.

Depois de uma longa carreira profissional marcada pela dificuldade em emagrecer e pelo vício em cocaína, o argentino teve o primeiro grande susto em janeiro de 2000. Maradona estava hospedado em um resort de luxo em Punta del Este, no Uruguai, quando teve uma overdose de cocaína, sofreu uma crise de hipertensão e foi levado às pressas a um hospital.

Após se recuperar do susto, Maradona começou a luta contra a dependência química e se mudou para Cuba, onde frequentou uma clínica. Anos depois, ele teve um grande susto em 2004, quando chegou a ficar em coma após se apresentar em um hospital de Buenos Aires com problemas cardíacos e respiratórios. Logo depois de ter alta, o ex-jogador decidiu que era a hora de realizar uma cirurgia bariátrica para conseguir emagrecer.

Em março de 2005 o argentino foi operado na Colômbia. Antes de ir à mesa de cirurgia, o ex-jogador de 1m65 pesava cerca de 130 kg. Depois do procedimento, Maradona conseguiu perder 50 kg, porém voltou a ter novos problemas de saúde dois anos depois. No primeiro semestre de 2007 foi a vez de uma hepatite levá-lo de volta ao hospital. Após a cocaína e o excesso de peso, o consumo de álcool era o vilão do momento.

Maradona decidiu logo depois fazer um tratamento psiquiátrico para combater o alcoolismo. Em maio de 2007, ele declarou que havia conseguido parar de beber e havia interrompido o uso de drogas. A dedicação lhe rendeu uma vaga para dirigir a seleção argentina no ano seguinte. Com Maradona no comando, a equipe disputou a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

Depois de mais de uma década longe dos graves problemas, Maradona cuidava bastante das articulações, em especial do joelho esquerdo. O argentino passou a caminhar com dificuldade e evitava ficar muito tempo de pé para não sentir mais dores. Nos trabalhos mais recentes como treinador, na maior parte do tempo via os jogos sentado em uma cadeira colocada à beira do gramado.

Um novo susto veio em janeiro de 2019. Maradona teve um sangramento estomacal causado por uma hérnia e foi submetido a nova cirurgia em Buenos Aires. Meses depois, em julho, o argentino foi operado de novo, mas dessa vez para colocar uma prótese no joelho direito, que não tinha mais cartilagem. 

Em 2020 o ex-craque retomou um plano rígido de exercícios físicos e de alimentação regrada. Ele chegou a emagrecer mais 11 kg. No fim de outubro, na semana em que completou 60 anos, Maradona voltou a se sentir indisposto e voltou ao hospital para ter a saúde novamente monitorada de perto pelos médicos.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolMaradona

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.