Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

De passagem, Scolari elogia Figo e Romário

O técnico da seleção portuguesa, Luiz Felipe Scolari, anda disposto a absorver críticas e a conviver bem com jogadores que não gostam de suas atitudes. Tanto que, de passagem por Porto Alegre, nesta segunda-feira, derramou-se em elogios aos atacantes Figo e Romário. O jogador português discorda da convocação do brasileiro naturalizado Deco e nem por isso é admoestado por Scolari. "As opiniões dele são de uma pessoa de personalidade forte e eu não me sinto atingido por elas", comentou o treinador. "Isso não atrapalha nosso relacionamento dentro de campo, nem fora dele."Scolari reconheceu que Figo tem o direito de discordar da convocação de Deco. "Não quero um time de ovelhinhas", ressaltou, antes de dizer que não há o que reparar nas atuações e no comportamento do atacante. "Ele é um sujeito quieto, calado, mas exerce uma liderança positiva no grupo". Para comprovar a admiração que sente pelo jogador, Scolari destacou um trabalho de assistência social que Figo mantém quase anonimamente em Portugal. "Ele não gosta de aparecer com isso, é uma pessoa discreta, mas com muita consciência social", comentou, ao sair de uma visita de cortesia ao governador Germano Rigotto, na qual entregou como presente a camisa da seleção que é usada por Figo.Scolari acredita que o ambiente na seleção portuguesa está bom e que isso vai aparecer na Eurocopa, quando, espera, o time fará bonito. Mas o técnico reconhece que a aplicação de suas estratégias de motivação é um desafio diferente na Europa, onde os jogadores têm uma formação cultural melhor.Retomando um tema semelhante, mas de quando era técnico do Brasil, Scolari afirmou que se sente à vontade para falar na opção de não levar Romário à Copa de 2002 porque tem uma boa relação com o jogador. "Foi por razões técnicas e táticas e não por qualquer comportamento dele fora de campo, como muitos podem pensar", explicou. "Como ele é um vencedor, já teve essa alegria também, sabe que o importante era chegar ao nosso objetivo da vitória." O fracasso da seleção brasileira sub-23 não foi comentado por Scolari.Mas ele não perdeu a chance de reclamar de quem critica o trabalho dos treinadores. "Quando eu estava no comando da seleção principal, alguns colegas meus que não viviam aquele ambiente, não sabiam o que acontecia, se manifestaram de uma forma muito errônea a respeito de muita coisa", recordou. "Então eu, que não vivi a seleção pré-olímpica, não posso me manifestar, mas só dar apoio a quem estava lá e dizer que, às vezes, uma ou outra coisa que a gente planeja não dá certo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.