Ricardo Duarte/Internacional
Ricardo Duarte/Internacional

De volta à Série A, Internacional viu calvário durar o ano todo

Equipe gaúcha consegue o acesso apenas com duas rodadas de antecedência

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 07h00

O ano de 2017 não foi como esperava o Internacional. A vaga para a Série A do Campeonato Brasileiro, o maior objetivo, foi conquistada apenas com duas rodadas de antecedência com o empate com o Oeste, na terça-feira, em Barueri, mas com sérios problemas.

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O clima ficou ruim logo na disputa do Campeonato Gaúcho, com a derrota, nos pênaltis, em maio, na decisão com o Novo Hamburgo. O resultado abreviou a passagem do técnico Antônio Carlos Zago.

Guto Ferreira, dono de um currículo vitorioso na Série B, foi contratado. Mas a demora para conseguir colocar a equipe nos trilhos causou revolta da torcida, que por várias vezes protagonizou distúrbios nas dependências do Beira-Rio após derrotas.

O meia argentino D'Alessandro chegou a discutir com torcedores após a derrota em casa para o Ceará. No empate sem gols com o Boa, em Varginha, o próprio argentino perdeu a paciência com a atuação da equipe. "Nosso jogo foi horroroso", disparou o capitão do time gaúcho.

A cobrança é tão grande no Colorado que o empate de sábado à tarde em Porto Alegre, diante do Vila Nova-GO, por 1 a 1, causou a demissão do técnico Guto Ferreira a três jogos do fim da classificação. O treinador perdeu o emprego a um ponto de garantir uma das quatro vagas para a Série A.

A vaga na elite do futebol brasileiro veio com duas rodadas de antecedência, mas sem a confiança de outros times grandes que também sofreram com o mesmo problema.

"Estou feliz, sabíamos que seria um jogo difícil. Estamos vindo de tropeços, mas o importante é o objetivo conquistado. Estão todos de parabéns, merecemos o campeonato todo essa vaga. Temos dois jogos, podemos buscar o título também", afirmou o volante Rodrigo Dourado, logo depois do empate com o Oeste.

Para 2018, fica expectativa de saber se o Internacional voltará a disputar um título brasileiro ou será apenas um coadjuvante na briga contra o rebaixamento. "Temos de brigar por títulos, brigar nas cabeças. Representamos um time campeão mundial. Ano que vem temos que buscar coisas maiores", afirmou o goleiro Danilo Fernandes.

É sempre bom lembrar que o último título nacional do Inter foi em 1979, de forma invicta e ainda com Falcão em plena forma física e técnica.

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