Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Decepção no Marrocos pela decisão da Fifa

O rei Mohamed VI do Marrocos enviou mensagens de felicitações ao presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, pela escolha do país para ser a sede da Copa do Mundo de 2010. Na mensagem, o rei sustenta que independentemente do resultado, o verdadeiro vencedor deste processo foi o continente africano e que, tanto a África do Sul quanto Marrocos, "conseguiram um feito histórico", ao colocar um fim na exclusão da África de um evento esportivo deste porte.Apesar das palavras do rei, o governo e o povo marroquinos se mostraram frustrados por terem a candidatura preterida pela Fifa.Marrocos concorria pela quarta vez - depois de tentar organizaras Copas de 1994, 1998 e 2006- com a esperança de se transformar naprimeira nação africana a sediar um Mundial de futebol. O país já fora o primeiro do continente a se classificar para o torneio (1970) e a passar para a segunda fase (1986), em duas Copasrealizadas no México. O governo apostava que a candidatura de Marrocos tinha chance de sair vencedora. O país se apresentava como a ponte entre o mundo islâmico e o ocidental e um fator de paz. Oclima e sua proximidade com a Europa o favoreciam. Mas o maior desenvolvimento econômico da África do Sul, ainfra-estrutura já existente e sua experiência em grandes eventos,entre eles os Mundiais de rugby e de críquete e a Cúpula Mundial deDesenvolvimento Sustentável 2002 (Rio+10), podem ter inclinado abalança.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.