Gonzalo Fuentes/Reuters
Gonzalo Fuentes/Reuters

Decisão de árbitro em expulsar Hernanes é criticada por jogadores

Julio Cesar e David Luiz dizem que Wolfgang Stark foi rigoroso no amistoso contra a França

AE, Agência Estado

09 de fevereiro de 2011 | 20h29

SÃO PAULO - O cartão vermelho recebido por Hernanes, aos 39 minutos do primeiro tempo de jogo no Stade de France, foi o grande vilão da derrota do Brasil para a França por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. Para Julio Cesar, o ex-são-paulino não pode ser culpado - afinal, na opinião dele, o árbitro foi muito rigoroso -, mas acabou prejudicando o que poderia ser uma boa apresentação brasileira.

"É horrível perder, é uma sensação horrorosa. A atmosfera estava linda, o estádio lotado, tinha tudo para ser uma ótima partida para a gente, mas a expulsão acabou sendo determinante. No meu ponto de vista, se fosse um francês, ele [árbitro] não expulsaria, dava amarelo. Não que comprometeu a partida, mas é sempre mais difícil jogar com um jogador a menos", comentou o goleiro, ainda no gramado do Stade de France.

O mesmo rigor do árbitro alemão Wolfgang Stark foi observada também pelo zagueiro David Luiz. "Acho que infelizmente aconteceu o que a gente não queria: saímos daqui com uma derrota. Pesou muito a expulsão do Hernanes, mas acho que o árbitro foi muito rigoroso, afinal, trata-se de um amistoso. Com menos um é mais difícil, mas valeu o espírito de grupo, lutamos ate o final", comentou o defensor recém-contratado pelo Chelsea.

Para o zagueiro, a derrota ajuda o jovem grupo a "amadurecer" para os próximos desafios. "Perder um homem pode acontecer em uma Copa do Mundo, em uma Copa América, e temos que lidar com isso. Estávamos fazendo um excelente primeiro tempo, mas serve de lição para o futuro", previu David Luiz, mais uma vez titular da seleção brasileira sob Mano Menezes.

Julio César, de volta após o fracasso na Copa do Mundo, elogiou a equipe e comentou a felicidade em poder retornar à seleção brasileira. "A equipe está de parabéns, a seleção até criou uma chance no final, mas a bola escapou do Hulk. Foi um trabalho maravilhoso que pudemos fazer hoje. Fiquei muito feliz, estava com saudade. A última imagem era uma imagem muito triste para mim, para minha família. O ano de 2011 é um ano novo, hora de olhar para frente. 2014 está ali e quero manter uma regularidade no meu clube para ficar na seleção e fazer grandes jogos", concluiu o goleiro, que pretende disputar, no Brasil, a sua terceira Copa do Mundo.

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