Decisão de sair fica nas mãos de Robinho

No que depender do Santos, Robinho não deixa o clube no meio do ano. Essa é posição do presidente Marcelo Teixeira, que hoje reuniu a imprensa para falar nas comemorações do aniversário do clube, dia 14. O dirigente confessou que a pressão tem sido grande e que está repensando sua posição de aceitar discutir a negociação do jogador em julho. "Vamos conscientizar o Robinho de que a permanência no Santos é melhor para sua carreira, já que seu objetivo maior é disputar a Copa do Mundo de 2006". E admitiu: "mas tudo depende dele, essa é a realidade". Marcelo Teixeira garantiu assim que a saída de Robinho não depende dos aspectos financeiros, mas da vontade do jogador. Isso mesmo com o clube detendo 60% dos direitos federativos, com o contrato com o atleta válido até janeiro de 2008 e a multa prevista de US$ 50 milhões em caso de rescisão contratual. "Nós vamos conscientizar o atleta para que ele permaneça e acho que a chance é muito grande", disse o presidente santista. "Feita essas conscientização, os demais aspectos são secundários, até o mesmo financeiro". Teixeira disse que não entende porque a todo semestre esse assunto volta a ser levantado. "Temos provado ao contrário. Enquanto alguns têm divulgado com antecedência que o atleta já estaria fora, mas ele permanece no Brasil. De fato, é um esforço muito forte para mantê-lo, mas isso tem sido recompensado". A argumentação de Marcelo Teixeira está toda baseada na Copa do Mundo de 2006. Ele entende que o jogador terá uma valorização maior se disputar o mundial e entende que o caminho para isso é a permanência no Santos. "Como dirigente e amigo de Robinho, procurarei orienta-lo para que sua carreira, que está em jogo, e para continuar a ter resultado vitorioso e conseguir seu objetivo principal que é permanecer na seleção até 2006". DIEGO - Marcelo Teixeira considera Robinho o melhor jogador no futebol brasileiro e um dos melhores do mundo na atualidade e lembrou que as convocações para a seleção não dependeram de sua saída para o exterior. "Nós sabemos que qualquer transferência de um jogador tão jovem como ele para o exterior pode não ser tão benéfica porque estamos a curtíssimo prazo para a realização da Copa do Mundo de 2006 e se ele achar que uma saída hoje pode ser significativa no aspecto financeiro, tem de pensar também que esta muito próximo de ser titular da seleção". A necessidade de adaptação ao futebol europeu e aos costumes pessoais pode complicar esse sonho do atleta, na opinião do dirigente. Para argumentar melhor, Marcelo Teixeira traçou um paralelo com a situação de Diego, que nunca mais foi lembrado por Parreira. "Ele adquiriu mais experiência do que o Robinho, teve uma base familiar sólida e desde os 14 anos sempre foi convocado pelas seleções brasileiras", disse Teixeira, que concluiu: "Com toda sua experiência e tendo sido campeão brasileiro, o Diego está vivendo esse momento de transição no Porto e não tem sido chamado. Essa a diferença entre os dois".

Agencia Estado,

11 de abril de 2005 | 19h52

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