Decisão do Mundial teve 120 minutos e desfecho somente nos pênaltis

Corinthians e Vasco travaram um drama no Maracanã até a definição, quando Dida brilhou e Edmundo perdeu o último chute

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 06h50

A torcida corintiana viajou até o Rio para empurrar o time contra o favorito Vasco. Dono da casa e da melhor campanha na primeira fase, contava com Romário e Edmundo em grande fase, além de estar embalado pelos 3 a 1 sobre o Manchester United. "A pressão para ganhar era toda do Vasco. Eles se prepararam para o torneio durante muito mais tempo do que nós, porque não estiveram na fase final do Brasileirão e jogavam em casa", comentou Luizão.

A equipe paulista vinha desgastada pela sequência de jogos e foi para a decisão confiante no setor defensivo. O goleiro Dida era seguro e frio e na zaga o time também sentia tranquilidade. "O Fábio Luciano e o Adilson Batista tinham acabado de chegar no Corinthians, então não estavam tão desgastados. Isso ajudou a dar mais equilíbrio", recorda Vampeta.

Em jogo tenso, disputado no dia 14 de janeiro, o empate sem gols durou longos 120 minutos. A decisão nos pênaltis não amenizou a expectativa da torcida, apesar da extrema confiança em Dida. Na hora de definir os cobradores, o técnico surpreendeu e listou os então garotos Edu e Fernando Baiano. "Foi ótimo eles terem batido e convertido, para pegarem confiança, já que estavam iniciando a carreira", contou Luizão, que também converteu a cobrança em cima do goleiro Hélton.

Dida fez o que todos esperavam dele e defendeu o chute de Gilberto. Bastava então Marcelinho Carioca fazer o gol para confirmar o título, mas ele perdeu. A última cobrança seria de Edmundo, ídolo do rival, Palmeiras, e adorado pelos vascaínos. Mas a bola foi para fora e, assim, estava sacramentado o 4 a 3 para o Corinthians.

"A conquista do Mundial de 2000 foi a consagração final do ótimo trabalho de um time, de uma comissão técnica, de uma direção, que culminou com a conquista de vários títulos e marcou seu nome na história do Corinthians", recordou Ricardinho, um dos meias daquele time.

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