Decisão do TJD revolta torcida de Jundiaí

A decisão do Tribunal de Justiça de Desportiva (TJD) de retirar de Jundiaí o segundo jogo da semfinal do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e Paulista, causou revolta dos torcedores em Jundiaí. Um dos diretores da torcida organizada Galo + Amor (Gamor), Ricardo Batista dos Reis, o "Faustão", comentou que "pesou mais a camisa do Palmeiras no julgamento". Segundo ele, "a Ponte Preta provocou tudo e o Paulista foi punido no mesmo nível". Até o comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), Osny Rodrigues da Silva, achou injusto. Faustão disse que o Paulista não provocou a briga. "Foi a Ponte Preta. Meu Deus, será que eles não viram isso? Foi a torcida da Ponte que provocou tudo." Sobre a possível viagem até Ribeirão Preto, ele afirma que a torcida irá agora com muito mais garra. "Vamos reservar 20 ônibus. Mas vamos atrás de mais de 100, se for necessário." O comerciante Roberto Bicudo, o "Robertão" também considerou a decisão do TJD prejudicial ao Paulista. Ele acha que a Federação poderia ter marcado um local mais próximo, para não judiar dos torcedores e dos jogadores. O coronel da PM, Osny Rodrigues da Silva, afirmou que "sempre somos obrigados a destacar dois batalhões para cuidar da torcida da Ponte Preta. O Paulista foi punido duramente." Para Osny, "era só olhar a chegada dos torcedores em Jundiaí?. ?Era semelhante à chegada de vândalos. Quem vai conseguir controlar isso? Foi injusta a punição. Tudo começou com a torcida do Guarani, que não tinha nada que fazer em Jundiaí. Até os policiais apanharam deles."

Agencia Estado,

29 de março de 2004 | 20h11

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