Alva Viarruel/EFE
Alva Viarruel/EFE

Decisão sobre extradição de Jack Warner é adiada

Audiência de ex-vice-presidente da Fifa será dia 19 de fevereiro

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2015 | 20h05

O ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner ganhou mais um prazo para tentar se livrar da extradição para os Estados Unidos. A audiência marcada para esta quarta-feira para analisar a possibilidade de seu envio e entrega às autoridades norte-americanas foi adiada para o dia 19 de fevereiro de 2016. O processo corre em Trinidad e Tobago, onde o dirigente ainda tem grande influência.

O adiamento da decisão, pela Corte Suprema da capital do país caribenho, ocorreu atendendo pedido dos advogados de Warner. O ex-cartola, de 72 anos, é alvo de 29 diferentes acusações por corrupção e extorsão, crimes que teria cometido quando exercia as funções de vice-presidente da Fifa.

Warner esteve nesta quarta-feira na Corte, mas não chegou a se pronunciar. O ex-dirigente foi banido do futebol em setembro, pela Comissão de Ética da Fifa. O banimento ocorreu com base nas investigações sobre a escolha das sedes das Copa de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar) determinadas mediante pagamento de propina a diversos cartolas ligados à Fifa.

O caribenho, que também presidiu a Concacaf, já havia renunciado a suas atividades na Fifa em 2011. Na época, a entidade bloqueou os procedimentos abertos contra ele no Comitê de Ética, por presunção de inocência. Mas com a investigação feita pelos Estados Unidos, voltou a se complicar.

Enquanto isso, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, continua correndo contra o tempo para fazer o depósito de US$ 1 milhão exigidos pela Justiça norte-americana para que fique em prisão domiciliar durante o processo que corre contra ele.

Marin está encontrando dificuldade para juntar todo o dinheiro necessário e tem prazo até esta sexta-feira para honrar o compromisso, depois de quatro adiamentos do prazo para efetuar o depósito. Do contrário, correrá o risco de ir para uma prisão nos Estados Unidos.

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