Deco acredita que Copa do Mundo deixará legado positivo ao Brasil

Ex-jogador também afirma que Brasil é favorito para vencer o Mundial, que acontece em junho

Luiz Antônio Prósperi, Vanderson Pimentel e Robson Morelli, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2014 | 12h43

SÃO PAULO - Os atrasos nos estádios, o cancelamento da maior parte das obras de mobilidade urbana e os altos gastos nas construções são algumas das polêmicas envolvendo a

Além das obras, Deco também falou sobre suas expectativas para o que acontecerá dentro de campo. Mesmo afirmando que o nível da competição será alto, ele aponta o Brasil como favorito. "O Brasil tem a vantagem das seleções que recebem o torneio, ou são campeãs ou chegam à final. Ela não é brilhante, mas é eficaz até pelo coletivo que o Felipão conseguiu montar. Mas têm seleções fortes como a Espanha, que virá em um nível de concentração maior do que na Copa das Confederações; a Alemanha vem bem; tem a Argentina, que se conseguir organizar a defesa, vai dar trabalho; e Portugal, que depende muito do Cristiano Ronaldo."

Com amigos em seleções importantes desta Copa, como Messi, Iniesta e Cristiano Ronaldo, Deco espera ajudá-los de alguma forma quando eles estiverem no Brasil para a competição. Por isso não gostaria de 'apostar' num craque do Mundial. Acho que todos sabem a responsabilidade que trarão nas costas com seus times.

NATURALIZADO

Naturalizado português desde 2003, Deco também comentou sobre a polêmica escolha do atacante do Atlético de Madrid, Diego Costa, para defender a seleção espanhola em detrimento do Brasil, e revelou que chegou a conversar com o amigo sobre o assunto. "Eu falei outro dia com o Diego sobre isso. Acho que a dificuldade dele é maior do que foi a minha. Ele é centroavante, a chance dele fazer um gol contra o Brasil é grande. Eu disse que as consequências das nossas decisões são nossas, a gente que carrega", contou Deco, comentando que a escolha pela naturalização é uma  decisão pessoal.

CARREIRA

Deco decidiu parar em agosto do ano passado porque seu corpo já não acompanhava mais seus pensamentos, o que queria fazer em campo. Confessou que a decisão já vinha sendo estudada há tempo, mas que é impossível não sentir falta do ambiente dos clubes, dos amigos. "Isso é o que mais sinto falta, ou senti no começo. Depois, você vai preenchendo a rotina e mudando sua vida", disse.

Sua nova função é agenciar jogadores, trabalho que assumiu em parceria com o amigo e sócio Luizão, ex-atacante do Corinthians, Palmeiras e seleção. Deco entende que sua função é orientar o jogador para que ele não queime etapas na carreira. Diz com todas as letras "que é um crime um garoto de 18 anos ir jogar na Rússia ou na Ucrânia". Mas também defende que empresário nenhum é capaz de colocar um jogador nos grandes da Europa. "Quem faz isso é o próprio jogador, com seu talento e bola."

DECO 20

Deco mantém a Fundação Deco 20 em Indaiatuba, onde mora com a família. "Cuidamos de umas 200 crianças carentes, com atividades em tempo integral. Tem teatro, música, arte, futebol. É um trabalho de sete anos já."

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