Deco critica Parreira por dizer que Portugal é violento

Deco vai desfalcar Portugal, sábado, em Gelsenkirchen, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, mas nesta terça-feira rebateu as críticas do técnico Carlos Alberto Parreira, que não aprovou o ?excesso de violência no jogo de Nuremberg entre portugueses e holandeses e do juiz russo Valentin Ivanov, que dirigiu o épico duelo de domingo. ?O Parreira tem de se preocupar com o Brasil e não com Portugal?, disse o jogador do Barcelona. ?Se ele (Parreira) viu direito o jogo, percebeu que a violência partiu sempre dos holandeses.? E completou: ?Acho que foi um comentário infeliz do Parreira.? Deco também não economizou críticas ao árbitro Valentin Ivanov. Em entrevista a um jornal russo, o juiz da partida das oitavas-de-final disse que a seleção portuguesa é marcada pelo jogo sujo. Deu como um dos exemplos o beliscão de João Pinto no juiz argentino Angel Sanchez na Copa de 2002. ?Primeiro, como juiz ele não poderia externar estes comentários. Segundo, é preciso ter respeito por nós jogadores que fazemos parte da atual seleção portuguesa.? Deco disse estar tranqüilo quanto ao seu substituto diante da Inglaterra. "Portugal jogou com várias alterações e venceu muito bem o México?, afirmou, se referindo aos 2 a 1 na primeira fase. ?Todos os jogadores aqui são do mesmo nível e podem entrar a qualquer momento. INGRESSOSA Federação Portugal conseguiu nesta terça mais mil ingressos para o jogo de sábado, além dos 3.750 bilhetes destinados a cada seleção. Os bilhetes de Equador e Holanda, que caíram nas oitavas-de-final, serão anulados e poderão ser renegociados. O problema é que quase tudo fica nas mãos dos cambistas, que chegam a cobrar 800 euros por uma entrada. Em Gelsenkirchen cabem 52 mil pessoas e a federação portuguesa pretende dividir as dependências com os ingleses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.