Norberto Duarte/AFP
Norberto Duarte/AFP

Defesa de Leoz pede arquivamento do pedido de extradição

Advogado alega que Paraguai não possui lei para processar pedidos recebidos do exterior

Estadão Conteúdo

24 Agosto 2015 | 15h16

A defesa do paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, acusado por vários delitos pela Justiça dos Estados Unidos, pediu nesta segunda-feira o arquivamento do seu pedido de extradição.

Ricardo Preda, advogado do ex-dirigente esportivo, afirmou que no Paraguai não existe uma lei para processar os pedidos recebidos do exterior. "Ainda não começamos a analisar o mérito do pedido da procuradoria norte-americana", disse Preda à agência de notícias Associated Press. De acordo com o advogado, "existe um vazio legal, uma lacuna jurídica que não permite julgar um mandado".

Porém, apesar dessa avaliação de Preda, 14 pessoas foram extraditadas do Paraguai para os Estados Unidos desde 1996. "Foram enviadas simplesmente por uma resolução de um tribunal e não por uma regra específica de extradição", defendeu o advogado.

O juiz Humberto Otazú, encarregado de responder ao pedido de extradição solicitado pelos Estados Unidos, disse em entrevista coletiva que responderá a defesa "dentro de três dias". "Estamos diante de uma situação muito complexa", expressou.

A menos que decida aceitar a extradição, o sistema judicial do Paraguai dá a Leoz a possibilidade de apelar em várias instâncias, até o Superior Tribunal do país.

Leoz, de 86 anos e presidente da Conmebol entre 1986 e 2013, foi acusado pelas autoridades norte-americanas de subornos, crime organizado e outros delitos relacionados com a venda de direitos de torneios de futebol. Ele está detido sob prisão domiciliar desde 1º de junho.

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