Divulgação
Divulgação

Defesa quer escolta policial para Bruno poder treinar

Goleiro cumpre pena em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem

Marcelo Portela, Agência Estado

28 de fevereiro de 2014 | 18h08

BELO HORIZONTE - A defesa do goleiro Bruno Fernandes quer que o governo mineiro providencie escolta para que o atleta possa participar de treinos e jogos pelo Montes Claros Futebol Clube. O jogador foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro e assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio e esta seria a forma prevista em lei de ele deixar a cadeia para atuar pelo time, com o qual assinou contrato nesta sexta.

Bruno cumpre pena em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Nesta sexta os advogados do atleta levaram o contrato ao presídio para o atleta assinar. O nome do goleiro já foi incluído no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o que lhe dá condições de atuar pelo clube do norte de Minas, que disputa o módulo II do Campeonato Mineiro.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a defesa do goleiro também apresentou pedido para que ele seja transferido para Montes Claros, mas a solicitação ainda terá que ser analisada pelo Judiciário. O TJMG negou que tenha sido feito pedido para que o goleiro exerça trabalho externo.

O advogado Francisco Simim garante que encaminhará o pedido à Justiça, mas acredita que o caso só será analisado após o carnaval. Isto porque a solicitação ainda terá que ser encaminhada para o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Montes Claros, caso o goleiro tenha autorizada a transferência para um presídio daquele município.

"Ele já cumpriu um sexto da pena", observou Simim, referindo-se à possibilidade de seu cliente ter a progressão da pena para o regime semiaberto. "Mas mesmo sem a progressão ele pode sair escoltado e voltar para a prisão", acrescentou.

Bruno já teve diversos advogados diferentes desde que foi preso acusado da morte de Eliza, em 2010, e outros defensores do atleta já articularam assinaturas de contratos com clubes de futebol para tentar tirar o atleta da cadeia.

A Lei de Execuções Penais prevê que o trabalho externo é admitido para presos em regime fechado desde que tenha sido cumprido um sexto da pena e "desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor de disciplina". O benefício é revogado se o preso cometer outro crime ou falta grave, como a briga que o jogador teve dentro do presídio, que o levou a ter suspenso o trabalho que exercia na penitenciária.

A reportagem tentou falar com o presidente do Montes Claros Futebol Clube, Vile Mocellin, mas ele não foi encontrado. O time divulgou nota confirmando que o presidente "foi em busca do atleta e conseguiu enfim trazê-lo para o clube".

A nota informa que Bruno foi examinado por um médico que atestou que o atleta está apto a voltar a jogar. O contrato tem validade por cinco anos e prevê salário de R$ 1.430 para Bruno e multa rescisória de R$ 2,86 milhões. Quando foi preso, o goleiro atuava pelo Flamengo e recebia cerca de R$ 250 mil mensais, somando o salário pago pelo clube e complemento de patrocinador.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolBruno

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.