Defesa vira trunfo para a Ponte Preta se classificar às semifinais do Paulistão

Gilson Kleina tem escalado os zagueiros Yago e Marllon, que concederam apenas um gol nos últimos quatro jogos

Estadão Conteudo

06 de abril de 2017 | 20h06

Se a Ponte Preta não sofrer gol diante do Santos, nesta segunda-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no jogo de volta das quartas de final do Campeonato Paulista, chegará às semifinais. Afinal, ganhou em casa por 1 a 0 e agora joga pelo empate. E tem como base a performance nos últimos três jogos, quando a sua defesa não levou nenhum gol. De repente, a criticada defesa passou a ser trunfo do time.

"A gente percebeu que nosso time rende mais esperando e depois usando o contra-ataque, aproveitando as características dos nossos atacantes, que são bem rápidos" explicou o zagueiro Yago, emprestado pelo Corinthians, e bastante regular ao lado de Marllon, reforço que veio do Atlético Goianiense.

Mais do que falar, os números comprovam a eficiência. O time campineiro venceu em casa dois grandes - Palmeiras e Santos - por 1 a 0 e empatou sem gols com o Gimnasia y Esgrima, da Argentina, na sua estreia na Copa Sul-Americana. Antes ganhou do São Bento por 2 a 1, em Sorocaba (SP), no jogo que marcou a estreia do técnico Gilson Kleina.

"O engraçado é que quando cheguei todo mundo criticava o setor defensivo. Tinha acabado de levar três gols do Santo André e antes, na segunda rodada do Paulistão, já tinha levado cinco gols do São Paulo no jogo que terminou 5 a 2", lembrou o treinador.

A mudança tem ligação direta com a nova dupla defensiva, formada por Marllon e Yago, e também com a entrada de Fernando Bob, vindo do Internacional, no meio de campo ao lado de Elton, que se recuperava de contusão. A nova opção é o meia Renato Cajá, contratado na semana passada após a saída do Bahia.

Mas neste segundo confronto contra os santistas a baixa vai ser justamente Fernando Bob. Se o time mantiver o esquema com três volantes, terá que contar com o retorno de Wendel ao lado de Elton e Jadson. Se o técnico optar por uma formação mais ofensiva, então vai escalar Renato Cajá no meio, mesmo não estando no mesmo ritmo dos companheiros.

Gilson Kleina acompanhou nesta quinta-feira um jogo-treino do time reserva contra o SEV-Hortolândia. E deve relacionar vários jogadores como opções para o jogo de segunda como o lateral-esquerdo Artur e o atacante Yuri. A expectativa da diretoria é que os 180 ingressos disponíveis para o jogo do Pacaembu terminem nesta sexta.

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