Sérgio Neves/Estadão
Sérgio Neves/Estadão

Definição do esquema tático acirra briga por vaga no Corinthians

Meio-campo é o setor com mais candidatos por vaga: Junior Urso e Sornoza foram titulares

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 04h30

Além de comemorar a vitória em um jogo cascudo diante do São Paulo, o técnico Fábio Carille celebrou também a resolução de um problema que o deixava de cabelo em pé nas últimas rodadas do Campeonato Paulista. Ele afirma que finalmente encontrou o esquema tático ideal para o Corinthians em 2019. “Achei a forma de jogar, mas ainda falta a formação ideal”, disse o treinador. Por outro lado, a definição vai acirrar a disputa por um lugar no time, principalmente no meio campo. 

O esquema eleito não significa a oitava maravilha do mundo. O técnico comemora ter encaixado um modelo aos jogadores que tem na mão. O Corinthians começou com um 4-3-3. A linha defensiva não despertava grandes preocupações. Embora tenha falhado em alguns jogos, a dupla formada por Manoel e Henrique é considerada a mais preparada. Nas laterais, Fagner é uma opção ofensiva; Danilo Avelar tam a missão principal de defender. 

A chave que Carille encontrou está do meio para a frente. Ralf será o “cão de guarda”, como já se esperava. Ao lado dele, estão dois meias com a função de chegar ao ataque, mas têm de fechar os espaços quando o time não tiver a bola. No domingo, essa função dupla foi executada por Junior Urso e Sornoza. O treinador ainda tem, como opções, Ramiro e Richard, por exemplo. “Vou soltar mais o time. Quem estiver ao lado do Ralf terá mais liberdade para atacar”, projeta Fábio Carille. 

No ataque, Pedrinho foi o armador. Ele deve se fixar na posição, pois Jadson está com dores no joelho e ficará 15 dias fora. O grande salto da equipe foi a atuação de Clayson como atacante pela beirada do campo. Ele é o antigo ponta, que dribla e leva a bola até a linha de fundo. 

A principal referência continua sendo Gustavo. Autor de 70% dos gols corintianos – fez sete dos dez –, ele tem o papel de pivô e finalizador, como era Jô. O atacante revelou que boa parte de sua fase se explica pelos treinos que fez durante as férias. “Procurei trabalhar nas férias. Sabia que tinha de me preparar bem para não perder a oportunidade”, diz Gustagol, que foi mal em sua primeira passagem no clube, mas se recuperou no Fortaleza, onde foi artilheiro no ano passado. 

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