Definido, Corinthians treinará na Toca

O Corinthians fará um recreativo neste sábado, às 16 horas, na Toca da Raposa, CT do Cruzeiro, em Belo Horizonte, antes de enfrentar o Atlético Mineiro, domingo, pelo Campeonato Brasileiro da Série A. O time passou quatro dias em Fortaleza (CE), longe do assédio dos torcedores e dos comentários sobre mudança de treinador. Também não havia ninguém da diretoria do clube. Roque Citadini, vice-presidente de futebol, voltou para São Paulo, na quinta-feira, após o empate de 1 a 1 contra o Fortaleza, pela Copa do Brasil, que classificou os paulistas para as quarta-de-final da competição. A idéia de permanecer na capital cearense, de acordo com o assessor de imprensa do clube, Luciano Signorini, agradou os atletas. "Aqui nos dá sorte", comentou o assessor. Hospedados em um hotel à beira-mar, o Marina Park, os jogadores aparentavam tranqüilidade. Hoje, a equipe teve a manhã livre. Eles permaneceram em seus quartos; almoçaram no restaurante do hotel mesmo; e só sairam às 15 horas para o treino apronto no estádio Raimundo Oliveira, em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Abordado no saguão por jornalistas, o técnico Oswaldo Oliveira disse ter sido orientado pela diretoria a só falar após o treino. A mesma história foi repetida pelo goleiro Fábio Costa. Em Caucaia, antes do treino, Oswaldo ficou no alto da arquibancada, observando os jogadores que procuravam se descontrair numa "roda de bobos". Desceu e, no meio do gramado, conversou com o grupo por 25 minutos. Foi enfático, ao ordenar: "Vamos brigar pela bola". Na equipe titular, ele manteve a mesma formação que atuou contra o Fortaleza (Fábio Costa; Rogério, Anderson, Valdson e Renato; Wendell, Fabinho, Rincón e Piá; Gil e Marcelo Ramos). A tendência é que ele repita a equipe contra o Atlético Mineiro, já que não há nenhum problema de contusão. Será a primeira vez neste ano que Oswaldo repetirá o time. Acompanhavam o treino alguns poucos moradores e o prefeito de Caucaia, Raimundo Gomes (PTB), que disse não ser torcedor de nenhum time paulista. Na arquibancada, havia apenas duas pessoas com camisas de clubes: um do São Paulo e outro do Flamengo.

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