Deivid conhece seu futuro na quarta

Enquanto o técnico Gallo espera a chegada de pelo menos dois reforços importantes para a Libertadores, o Santos corre o risco de ficar sem Deivid para o Campeonato Brasileiro, um dos jogadores mais importantes na conquista do título do ano passado. 0 procurador do atacante, Jorge Moraes, volta da França na quarta-feira e pode não trazer boas notícias. Ele se reuniu com os dirigentes do Bordeaux, dono dos direitos federativos de Deivid, mas até hoje não sabia qual será o futuro do jogador. "O presidente Marcelo (Marcelo Teixeira, presidente do Santos) disse há um mês, na televisão, que vai comprar meu passe, mas até agora não mudou nada", afirmou Deivid, demonstrando uma ponta de frustração. "Meu contrato termina daqui a dois meses e a preferência de compra é do Santos", explica o jogador, que só ficou sabendo pelos jornais do possível interesse da MSI, parceira do Corinthians, na sua contratação. "Gostaria de continuar no Santos porque tenho parentes na cidade e me sinto bem lá." No começo do ano por pouco Deivid não foi cedido ao Atlético de Madri por US$ 4 milhões. Consta que o negócio só não foi fechado porque o Santos se negou a romper o contrato com o jogador e prometeu contratá-lo após a venda dos direitos federativos de Elano (foi cedido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por US$ 7 milhões, no início de fevereiro), fazendo prevalecer a sua preferência de compra. Mas, depois disso, o assunto caiu no esquecimento. Se depender de Gallo, o Santos faz qualquer tipo de esforço para manter o atacante. "Deivid é sensacional tecnicamente. Também é um jogador que tem ascendência sobre os companheiros e atingiu um bom nível de liderança. Tem futebol para jogar nos principais clubes do mundo, inclusive já merece um lugar na Seleção Brasileira", disse o técnico. O que pode ter desanimado os santistas é a importância que o Bordeaux estaria exigindo para liberar Deivid. "Acho que é mais do que os US$ 4 milhões que falaram no começo do ano", disse o artilheiro, que não parece animado com a possibilidade de ter que voltar a atuar na Europa, o que é mais provável se o Santos não adquirir os seus direitos federativos.

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