'Deixo escrita uma bonita história', afirma Eduardo da Silva

Brasileiro defendeu a Croácia por dez anos e chegou à marca de 29 gols em 64 jogos, tornando-se o segundo maior goleador da história

Entrevista com

Eduardo da Silva

Diego Salgado, O Estado de S. Paulo

05 Setembro 2014 | 07h00

O carioca Eduardo da Silva marcou seu nome na história do futebol ao fazer sucesso na seleção croata. No país, o atacante defendeu a equipe nacional por dez anos e chegou à marca de 29 gols em 64 jogos. A trajetória teve fim depois do Mundial disputado no Brasil. "Sinto que fiz o melhor. Deixo escrita uma bonita história. São mais de dez anos representando a Croácia com muito amor", disse Eduardo em entrevista ao Estado.

Na Copa do Mundo, o atacante do Flamengo assistiu à vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a seleção croata do banco de reservas, no Itaquerão. Contra Camarões (goleada por 4 a 0), o brasileiro entrou em campo e jogou por 21 minutos. Logo após a competição, Eduardo anunciou que não vestiria mais a camisa da seleção. O brasileiro é o segundo maior artilheiro da história da equipe nacional, atrás apenas de Davor Suker, artilheiro da Copa do Mundo de 1998, e reconhecido atacante.

Por que se aposentar da seleção croata aos 31 anos?

Sou jogador profissional, sempre me dediquei ao esporte com profissionalismo. Sempre honrei e dei meu máximo com todas as camisas que vesti, principalmente a da Croácia. O país me acolheu muito bem e tentei retribuir da melhor maneira possível sempre, com suor, dedicação e muita seriedade. Sinto que fiz o melhor. Deixo escrita uma bonita história. São mais de dez anos representando a Croácia com muito amor, e agora quero me concentrar nos novos desafios que a vida esportiva tem me proporcionado.

Você conversou com o técnico Niko Kovac antes de tomar a decisão? E se ele te convocar?

O importante é que está tudo resolvido. Gosto de olhar sempre para frente.

A despedida da seleção pode, de algum modo, desmotivar o jogador de futebol? 

Jamais. Um atleta é movido por desafios. Comigo não é diferente. Estou no maior clube do Brasil, o Flamengo. Tenho a consciência tranquila quanto à minha história na Croácia e nos clubes que defendi. Fiz e continuarei fazendo o meu melhor enquanto estiver jogando. Quero ser campeão no Flamengo.

Qual o seu maior momento na seleção da Croácia?

Posso listar alguns, mas no geral foi tudo muito bom. Realizei o sonho de muitos atletas, disputei Copa do Mundo. Fiz muitos gols importantes e a torcida sempre reconheceu isso, inclusive quando estive lesionado, com gestos de carinho. Só tenho a agradecer.

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