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Del Nero acusa Romário de 'campanha' por não ter pedido atendido

Em 2010, senador pediu o 'comando' da seleção feminina

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola , O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 21h58

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, acusa o senador e ex-jogador Romário de estar fazendo "campanha" contra a entidade porque não foi atendido em um pedido político: comandar o futebol feminino do Brasil. Em uma ação movida contra o ex-atleta por difamação, o dirigente afirma que recebeu a demanda de Romário em reunião no dia 8 de outubro de 2010. portanto, ainda na condição de braço-direito do então mandatário José Maria Marin, preso na Suíça desde 27 de maio, acusado de corrupção.

Segundo Del Nero, o hoje senador, que na época era deputado federal, queria também indicar o presidente de uma liga de futebol feminino, que seria criada no País. "O réu informou que gostaria de ter o futebol feminino sob seu exclusivo comando e que, se concretizado o anseio, formaria uma liga que teria um presidente por ele indicado", registra o processo, que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo. O ex-atleta foi condenado em primeira instância a pagar indenização por dano moral ao cartola de R$ 20 mil.

Como o pedido não foi atendido, Romário teria, ainda de acordo com os autos, se engajado "em uma vil campanha de difamação" contra Del Nero. O ex-atacante da seleção, que está comprometido agora em instalar na Câmara uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF e seu novo presidente, chamou recentemente Del Nero de "corrupto" pelas redes sociais.

Ao Estado, Romário negou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter pedido o comando da seleção feminina de futebol à CBF. O parlamentar usou seu perfil no Facebook para responder ao presidente da entidade. "Del Nero é mentiroso. Ele afirmou a uma revista que procurei e manifestei interesse em dirigir o futebol feminino e que, diante da negativa, comecei a atacá-lo. Uma mentira cretina", criticou Romário ao afirmar que processará o dirigente da CBF. "Vai levar um processo para aprender", afirmou o senador.

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