Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Del Nero critica Felipão por 'problema tático' contra a Alemanha

Presidente da Federação Paulista de Futebol e futuro comandante da CBF diz que ordem foi avançar a marcação na semifinal da Copa

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2015 | 17h46

O presidente da Federação Paulista de Futebol e futuro chefão da CBF, Marco Polo Del Nero, criticou duramente o trabalho de Luiz Felipe Scolari à frente da seleção durante a Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, o dirigente reclamou do esquema tático adotado por Felipão na goleada por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial, no Mineirão.

“Houve um problema tático. Avançamos em cima da Alemanha e tomamos um gol de escanteio, que a gente não tomava havia muito tempo. A determinação era pegar a Alemanha no campo dela, não ouvi o técnico falando isso com os jogadores, mas fiquei sabendo depois que essa era a determinação. Quando estávamos perdendo de um, tomamos o segundo, o terceiro e foi uma tragédia”, disse Del Nero após tomar posse para o quarto mandato consecutivo à frente da Federação Paulista. O dirigente ficará no cargo até abril, quando assumirá a presidência da CBF. Reinaldo Carneiro Bastos será seu substituto na federação.

Del Nero comparou a derrota para a Alemanha a uma tijolada na cabeça. “Foi triste, uma tragédia total, mas tragédias acontecem, você está passando pela rua e cai um tijolo na sua cabeça. É horrível, mas aconteceu.”


Presente à posse de Del Nero, o presidente da CBF, José Maria Marin, evitou críticas ao trabalho de Felipão. Ele, que antes do Mundial havia dito que se a seleção brasileira não fosse campeã iria para o inferno, afirmou que hoje o time está no purgatório. “Estamos no purgatório, mas estamos saindo com essas vitórias (sob o comando de Dunga). Espero que a situação melhore depois do jogo contra a França (amistoso no dia 26 de março, em Paris). Tenho pedido à empresa que organiza os jogos da seleção para que marque amistosos contra equipes fortes.”

Marin aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho de Dunga, que assumiu a seleção após a Copa do Mundo e venceu os seis jogos que disputou, contra Colômbia, Equador, Argentina, Japão, Turquia e Áustria. “Ele está dando oportunidade para o surgimento de novos jogadores. Não aparecem craques da noite para o dia, isso demora um tempo. O importante é dar oportunidade e isso está ocorrendo."

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