Del Nero não acha 'tão ruim' contrato feito por Ricardo Teixeira

Del Nero não acha 'tão ruim' contrato feito por Ricardo Teixeira

Presidente da CBF defende contrato feito na administração anterior

Almir Leite e Luiz Antonio Prósperi, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2015 | 17h00

O presidente da CBF, Marco Polo DelNero, defendeu o contrato feito na administração Ricardo Teixeira com a ISEpara a realização dos amistosos da seleção. Ele disse que o acordo foiestabelecido numa época em que os jogos da equipe feitos no Brasil davam prejuízose que, hoje, a entidade não corre o menor risco de ficar no vermelho quando otime entra em campo.

“O contrato, na medida do possível, agente faz para cumprir. Nós chegamos já tinha esse contrato, temos de cumprir.Eu não chego a dizer que esse contrato é tão ruim. Porque quando a gente jogavaaqui no Brasil não chegava a tirar esse valor (US$ 1,05 milhão). Hoje quanto éisso? R$ 3 milhões é pouco? Se analisar, hoje o contrato é bom", disse aoEstado.

O presidente garantiu que, em todos osamistosos, as cotas de transmissão são da CBF. “O direito da televisão é nosso,da CBF. Qualquer maneira é da CBF. Fora do Brasil também".

Ele rebate o argumento de que osintermediários ganham muito mais do que a CBF com os amistosos. “Há jogos quedão prejuízos. O amistoso em Porto Alegre (contra Honduras, em 10 de junho) nãovai ter lucro. Vai dar o quê? R$ 4 milhões? Fora do Brasil os amistosos querendem bem é o momento de lucro deles. Eles perdem dinheiro, ganham dinheiro.Perdem e ganham. Mas a CBF não corre risco nenhum.’’

Del Nero enfatizou que não estava naentidade quando os contratos com a ISE foram feitos e afirmou não conhecer seusintegrantes. Disse ter sido apresentado a um executivo, mas que seu contato eracom um funcionário, com quem tratava sobre “uma série de fatores’’. “Mas fuiinformado que esse funcionário está saindo da empresa.’’ A relação da diretoriada CBF é com a Pitch, empresa que desde 2012 faz a operação dos jogos daseleção.

O dirigente admitiu ter conversado,junto com o ex-presidente José Maria Marin, com o Grupo Figer, que tinha oobjetivo de oferecer novo parceiro para a seleção. “Toda vez que vem umaproposta você tem de ouvir. Se for interessante, podemos romper o contrato (emvigência), desde que sejam pagas as multas. Então nós analisamos (a proposta daKentaro, via Figer), mas não chegou àquilo que podia interessar.

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