Del Nero promete rever com a Globo horário das 22h para jogos

Presidente da CBF sugere que as partidas comecem 21h30

O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2015 | 17h19

O novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, pretende se sentar com os executivos da Globo para rever o horário das 22 horas dos jogos do meio de semana. Del Nero assumiu o comando da entidade semana passada após receber o bastão de José Maria Marin. Sua gestão terá quatro anos, em princípio. O cartola disse que tentará junto com a emissora de televisão, que detém o direito de transmissão das partidas, uma alternativa. A Globo define a programação dos jogos sempre depois das novelas. Antigamente, as partidas começavam às 21h45, quinze minutos antes do horário recente.

"A Globo, pelo menos de São Paulo, nunca nos exigiu nada. Nada mesmo. A gente manda a nossa programação dos jogos, ela nos pede alguns ajustes e nós devolvemos com o que podemos mexer. Mas não há exigências", afirmou Del Nero ao site da ESPN.

Del Nero sabe que o torcedor de futebol desaprova o horário das 22 horas, sobretudo aqueles torcedores que têm de trabalhar no dia seguinte e dependem do transporte público da cidade. O cartola, no entanto, afirma que esse horário já foi o melhor para o torcedor. "Lá atrás, o horário das 22 horas era o melhor para o torcedor, a gente tinha estatísticas nesse sentido. Mas hoje isso mudou. Esse horário já não é mais o melhor. Então, se não é o melhor, vamos tentar mudar com a Globo. Temos de discutir esse problema."

A mudança que Del Nero levará para a emissora é que as partidas no meio de semana comecem às 21h30, portanto, meia hora antes do horário regular. " Tem de ser um horário que o torcedor goste. Das 21h30, por exemplo. Até 21h30, eu acho que já ajuda."

O presidente da CBF também pretende ouvir seus pares sobre a possibilidade de fazer jogos aos domingos, 11 horas da manhã. Marco Polo del Nero se apega ao exemplo do Palmeiras, que fez partidas nesse horário, e teve sucesso de público. "11h da manhã do domingo virou um sucesso de público. Então, por que não repetir?."

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