Del Nero se diz 'absolutamente tranquilo' após ida à PF

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, prestou depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira e foi liberado pouco depois. A informação foi confirmada em nota publicada pelo site da entidade e posteriormente pelo próprio dirigente.

MARCIUS AZEVEDO, Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 12h01

Oficiais da PF compareceram à casa de Marco Polo, que é também vice-presidente da CBF, por volta das 6 horas desta segunda. Foram apreendidos o notebook e o iPod do dirigente, além de documentos. "Estou absolutamente tranquilo", afirmou o presidente da FPF, em entrevista por telefone. "Eu prestei todos os esclarecimentos necessários e fui liberado", completou Del Nero, que ficou cerca de 30 minutos na sede da PF antes de ser liberado.

Del Nero reforçou o teor da nota publicada no site da FPF, negando que o fato seja "relacionado à sua atividade na entidade e de seu escritório de advocacia". "É um assunto particular. Posso garantir que não tem relação com o futebol nem com meu escritório", afirmou Del Nero, que é advogado criminalista.

Apesar de o presidente não dar mais detalhes sobre o caso porque o teor do depoimento "segue em sigilo de justiça", Del Nero foi um dos envolvidos na operação Durkheim, que serviu para desarticular duas organizações criminosas, uma especializada na venda de informações sigilosas e outra voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro.

A PF informou que prendeu 33 investigados e cumpriu 87 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Goiás, Pará, Pernambuco e Rio. Também houve prisões e buscas no Distrito Federal.

O presidente da FPF tinha presença aguarda na manhã desta segunda-feira na abertura oficial da Soccerex, feira anual de futebol realizada no Rio, mas acabou sendo obrigado a mudar a programação da sua agenda para prestar depoimento na sede da PF.

O depoimento de Del Nero na sede da PF aconteceu três dias depois de a CBF ter anunciado a demissão de Mano Menezes do cargo de técnico da seleção brasileira.

Padrinho político de José Maria Marin, presidente da entidade que comanda o futebol nacional, o dirigente participou da reunião, na sede da FPF, na última sexta-feira, que selou a demissão do treinador. Del Nero aproveitou para esclarecer que Andrés Sanchez foi apenas comunicado da demissão de Mano, sem ter qualquer participação na mesma.

"O Andrés não foi voto vencido. A decisão foi do Marin e ele foi apenas comunicado. O Marin perguntou se ele gostaria de comunicar ao Mano e ele disse que, como diretor de seleções, faria isso", finalizou o presidente da FPF.

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