Delegada revela que um dos corintianos acusados estava preso em Oruro

Dos cinco torcedores que já têm mandado de prisão, dois foram detidos pela Polícia Civil e outro por porte ilegal de arma

Felipe Cordeiro e Gonçalo Júnior, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2014 | 13h23

SÃO PAULO - Após a prisão de três dos treze torcedores do Corinthians ouvidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Polícia deve continuar sua operação atrás dos outros três já indiciados pela invasão ao Centro de Treinamento do clube, no dia 1º de fevereiro. E dentre eles, um dos procurados esteve preso em Oruro, na Bolívia, acusado de estar envolvido na morte do boliviano Kevin Espada. Trata-se de Tiago Aurélio dos Santos Ferreira. A operação do DHPP começou na madrugada desta quinta-feira, foi batizada de Operação Hooligans e contou com efetivo de 90 policiais. 

A informação do envolvimento de Oruro foi anunciada nesta quinta-feira pela diretora-geral do DHPP, Elisabete Sato, que está dando continuidade à operação. "Há fortes indícios também de que os presos tenham ligação com as diretorias das Organizadas do Corinthians. Mesmo que possam não fazer parte das lideranças formais, lá dentro há outras organizações informais", revelou a policial.

Mesmo afirmando que por enquanto cinco mandados de prisão foram expedidos, a delegada deve anunciar o nome dos presos e dos foragidos somente às 15h, quando dará entrevistas. A operação, que começou às 4h30 desta quinta-feira, continua à procura dos outros foragidos, que assim como os já detidos, devem cumprir pena preventiva de cinco dias. Dos outros ouvidos pela Polícia Civil, seis torcedores já foram liberados.

Na invasão ao CT, um grupo de cem torcedores foi ao local para protestar depois de o Corinthians sofrer goleada por 5 a 1 para o Santos. Foram denunciadas agressões contra funcionários e ao atacante Paolo Guerrero, além de roubos de celulares. Depois disso, o plantel chegou a ameaçar não jogar no Paulistão, mas acabou entrando em campo normalmente - o Sindicato dos Atletas ainda tentou articular uma greve, sem sucesso.

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