Delegado cogita indiciar travesti por extorsão a Ronaldo

André Albertino, conhecido como Andréia Albertini, teria pedido R$ 50 mil para guardar segredo sobre encontro

Pedro Fonseca, REUTERS

29 de abril de 2008 | 16h06

A polícia deve indiciar por extorsão e furto de documento um travesti envolvido num incidente com o jogador Ronaldo, ocorrido em um motel do Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira o delegado responsável pela investigação do caso. Veja também: Assista ao vídeo de Ronaldo feito pelo travesti na delegacia Assessoria de Ronaldo fala sobre confusão Problema de Ronaldo com travestis repercute no exterior Ronaldo envolvido em incidente com travestis no Rio Ronaldo rompe tendão do joelho esquerdo e sai chorandoA tentativa de extorsão ao jogador, que está no Rio realizando tratamento de fisioterapia após passar por uma operação no joelho em fevereiro, foi confirmada em depoimento à polícia por outro travesti envolvido no programa, afirmou o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto. "O outro travesti disse no depoimento, assinado, que a Andréia [codinome de André Luiz Ribeiro Albertin] pediu R$ 50 mil a ele [Ronaldo]", disse o delegado a jornalistas.  "É bem provável que ele seja indiciado por extorsão, foi o próprio companheiro que disse isso", acrescentou. Além do eventual indiciamento por extorsão, que tem pena prevista de 4 a 10 anos de prisão, Albertino ainda pode ter que responder pelo furto do documento do carro do jogador. De acordo com o delegado, o travesti teria pego o documento sem conhecimento do jogador. Segundo a polícia, Ronaldo envolveu-se no episódio após deixar uma boate na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e seguir para um motel do mesmo bairro acompanhado de prostitutas, na madrugada de segunda-feira. Depois de perceber que se tratavam de travestis, o atacante teria oferecido mil reais para os três desistirem do programa e manterem silêncio sobre o caso. Dois travestis teriam aceitado o acordo, mas o terceiro, identificado como André Luiz Ribeiro Albertino, teria cobrado R$ 50 mil para que o assunto não fosse vazado para a imprensa, ainda de acordo com a polícia. O delegado afirmou também que pretende ouvir Ronaldo e os três travestis na próxima semana, e acrescentou que só vai fazer o indiciamento após ouvir todos os envolvidos. Em comunicado oficial, no entanto, o jogador negou que vá comparecer à delegacia, já que não existe queixa-crime contra ele.Na delegacia onde o caso foi registrado na segunda-feira, Albertino acusou o atacante de ter ameaçado agredi-los caso eles falassem sobre o assunto publicamente e de lhes pedir que comprassem drogas. De acordo com o delegado, Ronaldo negou em depoimento que tenha ingerido drogas e alegou estar sendo vítima de extorsão. "Vamos ouvir a Andréia na semana que vem para saber realmente se houve ameaça por parte do Ronaldo", afirmou. "Não posso ajudar o Ronaldo porque ele é o Ronaldo. Temos que preservar os direitos de todas as pessoas."

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