Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético

Caso Cazares: Delegado não vê 'elementos contundentes' em acusação de estupro

Jogador do Atlético-MG prestou depoimento na noite desta segunda-feira e deixou a delegacia sem falar com a imprensa

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 08h25

O jogador Juan Cazares, do Atlético-MG, prestou depoimento na noite desta segunda-feira na delegacia sediada em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sobre as acusações de estupro e lesão corporal feitas por duas mulheres. Inicialmente as acusações eram de agressão. Outras quatro pessoas também foram ouvidas na delegacia. Ninguém foi preso.

"Não há elementos mais contundentes que possam respaldar e lastrear a declaração da suposta vítima, mas isso não significa que o fato não ocorreu. A ocorrência é bastante complexa", disse o delegado Marcelo Mendel, que liderou as investigações contra o atleta do Atlético-MG.

O inquérito deve durar mais de 30 dias porque a polícia precisa ouvir todas as pessoas que estavam presentes na festa promovida pelo jogador, no Condomínio Boulevard, em Lagoa Santa, onde o crime teria ocorrido.

Cazares deixou o local sem falar com a imprensa. Horas depois de comparecer à delegacia, o meia equatoriano usou o Instagram para tranquilizar seus fãs. "Deus coloca as coisas certas no lugar, tudo bem gente. Abraço a todos", publicou o jogador no stories da rede social.

ENTENDA O CASO

A Polícia de Minas Gerais recebeu uma denúncia de agressão contra mulheres envolvendo o jogador Cazares. A acusação foi feita pelo telefone da Polícia, o 190. De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a denunciante disse ter sido agredida pelo atleta. A chamada foi registrada na manhã desta segunda-feira. A vítima teria sido levada para uma casa no bairro de Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o B. O., "as duas vítimas alegam que o jogador teria oferecido a quantia de R$ 10 mil para que esse fato não viesse à tona. Para que não fosse chamado nem Polícia Militar nem a imprensa. Já ele alega que elas teriam solicitado esse valor para que esse assunto fosse mantido em sigilo", explicou o Tenente Tiago Nasser da Polícia Militar.

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