Vítor Silva/SSPress/Botafogo
Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Demitido de clube do Egito, Alberto Valentim nega atrito com dirigente saudita

Técnico fez valer a cláusula contratual na qual tem direito a receber todo o dinheiro do contrato

Estadão Conteúdo

17 Agosto 2018 | 13h44

O técnico Alberto Valentim negou nesta sexta-feira que a sua demissão do Pyramids FC, da primeira divisão do Egito, tenha sido causada por divergências com Turki al-Sheikh, bilionário saudita que comprou o clube em junho passado. Em uma postagem em seu Instagram, o treinador revelou que a sua saída aconteceu sem nenhum tipo de atrito.

"Em primeiro lugar, gostaria de confirmar a todos que, de fato, me desliguei oficialmente do Pyramids FC nessa semana. Porém, diferentemente daquilo que foi divulgado, deixo o clube sem nenhum tipo de atrito, briga ou desavença com a diretoria. A decisão foi tomada após reunião entre as partes", afirmou Alberto Valentim nas redes sociais.

O treinador deixou o Botafogo em junho, durante a paralisação do calendário brasileiro para a realização da Copa do Mundo da Rússia, e assumiu o comando do Pyramids FC. Mas só trabalhou nas três primeiras rodadas do Campeonato Egípcio, com duas vitórias e uma derrota. "Apesar do curto período, minha passagem no Egito me trouxe coisas que guardarei para o futuro e agradeço pela experiência de vida", completou.

A polêmica de sua demissão começou porque Alberto Valentim resolveu manter a escalação de Ribamar contra o El Geish, na última terça-feira, mesmo com a ordem do dono do clube para que o jogador brasileiro ficasse no banco de reservas. O Pyramids FC venceu o jogo por 2 a 1, com dois gols do atacante.

Demitido, Alberto Valentim fez valer a cláusula contratual na qual tem direito a receber todo o dinheiro do contrato. O dirigente aceitou pagar toda a quantia. Com a saída do treinador brasileiro, o Pyramids FC emprestou Ribamar, ex-jogador de Botafogo e Atlético Paranaense, para o Ohud Medina, da Arábia Saudita.

MOTIVO DA SAÍDA

O clube recentemente gastou 23 milhões de euros (o equivalente a R$ 102 milhões) para contratar quatro jogadores brasileiros: Rodriguinho (Corinthians), Keno (Palmeiras), Carlos Eduardo (Goiás) e Ribamar. Mas Turki Al-Sheikh ficou insatisfeito com o desempenho do time no início do Campeonato Egípcio, apesar de duas vitórias e um empate nas três primeiras rodadas.

 

 

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