REUTERS/Darren Staples
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Demitido do Japão, técnico processa federação e exige pedido de desculpas

Advogado afirmou que a ação será apresentada na quinta-feira em um tribunal distrital de Tóquio. "Estamos fazendo isso por honra"

Estadão Conteúdo

21 Maio 2018 | 13h22

O bósnio Vahid Halilhodzic decidiu processar a Associação Japonesa de Futebol (JFA, na sigla em inglês) após ser demitido do comando da seleção nacional apenas dois meses antes da Copa do Mundo. Lionel Vincent, advogado que representa o treinador, disse à agência de notícias The Associated Press, nesta segunda-feira, que o processo solicita um pedido de desculpas do presidente da federação, Kozo Tashimam, e indenização de 1 iene (cerca de R$ 0,03).

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Vincent disse que Halilhodzic se sentiu traído com a demissão. Ele afirmou que a ação será apresentada na quinta-feira em um tribunal distrital de Tóquio. "Estamos fazendo isso por honra, e não há preço para a honra", disse o advogado.

Halilhodzic foi demitido em 7 de abril e substituído pelo técnico japonês Akira Nishino. A JFA disse que optou pela saída do treinador por "falta de comunicação". "A razão pela qual ele foi demitido não é clara para nós", disse Vincent. "Quando você diz que houve falta de comunicação, o que isso significa?".

Vincent disse que a JFA foi notificada sobre o processo. Ele declarou que a demissão prejudicou a reputação de Halilhodzic e sugeriu que Tashima agiu de forma arbitrária e não seguiu as regras estabelecidas pela sua próprio organização. A associação afirmou anteriormente que não é obrigada a explicar as razões da demissão.

Halilhodzic foi contratado em 2015, após levar a Argélia até as oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, quando foi eliminada na prorrogação pela Alemanha. Ele conseguiu classificar a seleção japonesa para o torneio deste ano na Rússia, mas acabou sendo demitido após tropeços em amistosos, com o empate por 1 a 1 contra Mali e a derrota por 2 a 1 para a Ucrânia.

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