Democracia acabou no Fla, diz Edmundo

O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, tentou minimizar nesta quarta-feira a crise que ronda o Rubro-Negro, mas acabou se contradizendo. Primeiro, garantiu que todos no clube têm direito de fazer oposição, fiscalizar, mas sem deixar de "amar a instituição". "O Flamengo pode tudo. Só não pode perder", disse. Depois, foi enfático ao declarar que a partir de agora o "regime de democracia" está encerrado. "Eu sou o presidente. No Flamengo mando eu", esbravejou. Edmundo disse estar cansado de perder e que fará uma reforma dentro do Flamengo. O dirigente afirmou que demitiu o vice-presidente de Futebol, Mário César Monteiro, por causa de divergências. "Ele foi contra a permanência do Petkovic, da volta do Beto", disse. "Ele ficou chateado porque eu não quis o Dunga, o Rogério, o Fumagalli." O dirigente comentou também a entrevista coletiva concedida por Mário César, na tarde desta quarta-feira. "É uma mentira dizer que eu mandei demitir o Carlos Alberto Torres no vestiário do jogo contra a Portuguesa", afirmou o presidente. "Se ele tem algo a dizer, por que não falou quando estava no cargo?" Edmundo terminou dizendo que a partir de domingo o Rubro-Negro voltará a vencer. "Tenho várias pessoas que amam o clube ao meu lado. Vamos lutar para reerguer Flamengo", disse o dirigente. "A torcida não merece todo esse sofrimento."

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