Fábio Motta/Estadão - 13/07/2014
Fábio Motta/Estadão - 13/07/2014

Demora de Sabella faz Luxemburgo voltar à mira do São Paulo

Argentino adia resposta e leva clube a buscar outras opções

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2015 | 07h00

A cada vez que o argentino Alejandro Sabella adia a resposta sobre se poderá ser o técnico do São Paulo o segundo candidato ao cargo ganha força. O nome de Vanderlei Luxemburgo voltou a aparecer como opção depois da queda do Flamengo nas semifinais do Campeonato Carioca, no último fim de semana.

O primeiro prazo para o argentino dizer se estava disponível para trabalhar no São Paulo se esgotou na última sexta-feira. Sabella conversou com o vice-presidente do Tricolor, Ataíde Gil Guerreiro, e aguarda o desfecho de negociações com o futebol inglês e ainda não sinalizou qual será o seu futuro. O agente de Sabella, Eugenio López, esteve na Europa na última semana para procurar oportunidades para o treinador. 

A diretoria aguarda nos próximos dias alguma resposta de Sabella, mas já demonstra mais abertura a pensar em uma alternativa caso a negociação continue parada.


A paciência para esperar a resposta de Sabella tinha como justificativa os bons resultados do interino Milton Cruz. A equipe ganhou os três primeiros jogos sob o comando do substituto de Muricy Ramalho, mas tudo mudou no último domingo. 

A derrota para o Santos por 2 a 1, na Vila Belmiro, causou a eliminação no Campeonato Paulista e a atuação ruim do time mostrou a necessidade de ter logo um treinador capaz de implantar mudanças.

A proximidade da fase decisiva do Campeonato Carioca tinha esfriado as primeiras conversas entre Luxemburgo e o presidente Carlos Miguel Aidar, há duas semanas. O técnico é um dos preferidos do dirigente e inclusive já manifestou o interesse de comandar o Tricolor, único grande do futebol paulista onde jamais trabalhou.

Entre os conselheiros do São Paulo o treinador já teve grande rejeição, mas atualmente é um nome que agrada, pelo perfil enérgico e a capacidade de conseguir arrumar os times mesmo no meio da temporada, como pede a atual situação.

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