Depoimento de Alex leva Edinho à CPI

Ao depor nesta segunda-feira na CPI da CBF/Nike sob juramento, o atacante do Saint-Étienne, da França, Alex Dias de Almeida, afirmou que a proposta para que utilizasse um passaporte comunitário lhe foi feita por um dos dirigentes do clube, de nome Gerard Soller, na sua segunda temporada naquele país. O jogador disse que concordou com a idéia porque não sabia que iria utilizar um passaporte português falso.Segundo ele, os dirigentes o orientaram para que encaminhasse sua documentação ao empresário Edinho, ex-zagueiro da seleção brasileira, que se encarregaria de providenciar o passaporte. "Ele recebeu minha certidão de nascimento e o atestado de óbito de meu pai", informou. Edinho será convocado a depor nos próximos dias na comissão.Alex se eximiu de toda responsabilidade pela transação, mesmo sabendo que nem seus pais ou avós tinham nacionalidade portuguesa. "Assinei sabendo que era um passaporte verdadeiro", alegou. "Disseram que seria bom para mim e para o clube e eu acreditei". O jogador disse que ele e seu colega Aloisio, também foi vendido para o Saint-Étienne pelo Goiás, foram denunciados pelo rival Toulouse, antes de uma partida entre as duas equipes. O atacante contou aos deputados que voltará a jogar no próximo dia 24, após cumprir dois meses de suspensão.Alex Almeida disse no depoimento que seu passe foi vendido ao clube francês em junho de 1999 por "cerca de US$1,5 milhão". Mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou à CPI do Senado que seu passe custou US$ 4,68 milhões ao clube francês. Ele não foi questionado sobre isso porque os deputados desconheciam o fato. Alex disse aos parlamentares que a transação teria sido feita entre os clubes e que somente no ano passado é que contratou os empresários Alexadre Martins e Reinaldo Pitta, os mesmo do jogador Ronaldinho, após ter sido denunciado pelo justiça desportiva da França. Ele estava acompanhado na CPI pelo advogado Celso Sardinha, que também estava com Ronaldinho no dia em que ele depôs.

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