Depois de negociação difícil, Marcos Assunção renova com Palmeiras

Volante atribuiu papel determinante a Scolari para que clube e jogador chegassem a um acordo

DANIEL AKSTEIN BATISTA, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 15h28

SÃO PAULO - Fim da novela. O volante Marcos Assunção continua no Palmeiras até o fim de 2012. Após longas semanas de negociação com a diretoria do clube, o jogador assinou o novo contrato nesta sexta-feira e "invadiu" a entrevista coletiva do técnico Luiz Felipe Scolari, ao lado do vice-presidente Roberto Frizzo, para fazer o anúncio da renovação.

"Estava tranquilo e sempre acreditei na diretoria. E o homem aqui (apontando para Felipão) ajudou bastante. A partir do momento em que o treinador quer o jogador, ajuda bastante", declarou Assunção, exatamente quando o treinador cobrava agilidade da diretoria em sua renovação. "Agora ele vai ter que fazer alguns gols de falta", brincou Felipão.

O volante, de 34 anos, viu a negociação pela renovação de seu contrato se estender pelas últimas semanas. O Bahia passou a ter interesse no jogador, fez proposta e quase o tirou do Palmeiras. Com o acerto, Felipão tem um problema a menos para o restante do Campeonato Brasileiro. O zagueiro Danilo já foi negociado com a Udinese e deixa o clube paulista em julho.

"Sabemos que para ter uma equipe em boas condições, que possa disputar em igualdade (com todos os rivais), precisamos ter uma ou outra situação de reposição. Vamos receber o Maikon Leite, ótimo. Vamos perder o Danilo e repor com outro na posição. Não vou dar nomes. No restante, pode ser contratado mais um meia, um atacante, para termos um bom poder ofensivo. Mas, de resto, não precisamos de mais ninguém", afirmou.

O meia pedido pelo treinador seria o argentino Martinuccio, que disputa as semifinais da Libertadores pelo Peñarol. O jogador estaria quase acertado com o Palmeiras, mas Felipão preferiu não comentar o assunto. "É bom jogador. Mas não falo mais o nome de nenhum jogador. Porque senão vai o clube da esquina e compra. Eles parecem que não confiam tanto no treinador deles quanto em mim. É só eu falar um nome que três, quatro times vão atrás", disse o técnico palmeirense.

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